A Marcio.AI cobre o AI Brasil Experience, 28 e 29 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

CoberturaIngressos

Events

Esta seção reúne tudo o que o portal Marcio.AI produz a partir de eventos de tecnologia, inteligência artificial e meios de pagamento. A cobertura é presencial e o material publicado sai do que foi acompanhado no local.

O acervo se organiza em quatro frentes. A Agenda lista o que já foi coberto e o que está no radar, com data, local e organizador. As Notícias registram o que aconteceu durante o evento, em formato curto e datado. Os Resumos percorrem o evento painel a painel, com o tema de cada mesa e a lista de participantes. Os Insights Exclusivos pegam um tema que atravessou o evento e desenvolvem o que ele significa para arquitetura, governança e pagamentos.

Os eventos já cobertos incluem o AI Summit Brasil em 2024, 2025 e 2026, o Febraban Tech 2026, o encontro da AWS Startups com a ABRIA e o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento da Abecs.

O critério de seleção de evento é prático. Interessa onde se discute o que muda decisão de quem constrói e opera sistema. Tamanho de público e estande não entram na conta.

A cobertura fica no ar de forma permanente e serve de arquivo. Comparar o que se dizia em uma edição com o que passou a se dizer na seguinte mostra a evolução real do setor.

Agenda e Notícias são públicas. Resumos e Insights Exclusivos são de associado.

Events, Events Exclusives

Febraban Tech 2026: os três keynotes internacionais e o mesmo alerta sobre o fator humano

O Febraban Tech 2026 trouxe três keynotes internacionais de peso. Cada um veio de um campo diferente, e os três terminaram no mesmo lugar. O obstáculo para a IA dar certo não é a máquina.

O Nobel de Economia Joel Mokyr abriu a série. Tratou a IA como tecnologia de propósito geral e listou seis ameaças ao progresso, entre elas instituições inflexíveis, nacionalismo econômico e desinformação. A frase que resume o argumento foi direta, de que o inimigo não é a tecnologia, somos nós. E deixou o alerta sobre o descompasso entre a velocidade da tecnologia e a das instituições.

Radia Perlman, fellow da Dell e uma das engenheiras que ajudaram a construir a internet, trouxe o ponto mais duro sobre segurança. Segundo ela, é instrutivo perceber que toda a criptografia e todos os protocolos que achamos que resolvem o problema não significam nada quando há um humano na linha. E discordou da saída fácil de culpar o usuário, dizendo que o que falta não é mais treinamento, é aprender a lidar com as pessoas. Ela também cobrou antecipação diante da computação quântica.

John Maeda fechou os keynotes internacionais com um recado sobre clareza. Como a IA é confusa, é preciso fazer as pessoas entenderem que não é mágica. E foi firme contra a ilusão de vida das máquinas, lembrando que o computador não está vivo, mesmo quando cria essa impressão. Sobre mudança, cravou que quem não gosta de mudar também não vai gostar de irrelevância.

O relatório completo traz as falas na íntegra, a nota de método sobre a tradução simultânea e a leitura de por que os três convergiram no fator humano.

O texto completo cobre: Joel Mokyr e as ameaças ao progresso, Radia Perlman e o limite da criptografia, John Maeda e a IA em linguagem simples e A leitura.

Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.

Associação Obrigatória

Você precisa ser associado para ter acesso a este conteúdo.

Ver os níveis de associação

Já se associou? Acesse aqui
Events, Events Exclusives

Febraban Tech 2026: os agentes de IA vão achatar a pirâmide das carreiras

O Febraban Tech 2026 dedicou dois painéis do último dia ao efeito dos agentes de IA sobre as pessoas. A conclusão foi convergente. A carreira em linha reta acabou, e o organograma dos bancos vai ficar mais baixo.

Walkiria Marchetti, da MCIO Brasil, cravou a mudança dizendo que a movimentação lateral deixou de ser opcional, e que os planos de carreira precisam contemplar esse movimento como parte essencial da jornada, especialmente no setor financeiro.

Ianaira Barretto Neves, da FGV, deu a imagem que resume o novo desenho. Saímos da carreira linear e chegamos a uma carreira de movimento elíptico. A hierarquia continua existindo, mas mais achatada. Cresce quem gira, acumulando conhecimento e repertório a cada volta.

Enrico Geiger, do Grupo Stefanini, trouxe o número que explica a pressa. O investimento em IA cresce mais de 39% ao ano, e dentro do segmento financeiro sai de algo próximo de 600 milhões para mais de 800 milhões.

O agente de IA entra na squad e assume tarefas que antes justificavam um degrau inteiro do organograma. O efeito é uma pirâmide mais baixa, com menos níveis entre quem executa e quem decide.

Um workshop tratou de como esses agentes assumem papéis dentro dos times. O ponto central foi que o impacto da IA não está em fazer a mesma tarefa mais rápido. Está em mudar a dinâmica de como o time trabalha e gera valor. Quando o trabalho repetitivo sai da mão das pessoas, muda o que se espera de cada função e muda o critério de quem cresce.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura sobre o que isso exige de quem lidera time no setor financeiro.

O texto completo cobre: A carreira deixou de ser uma linha reta, Achatar a pirâmide custa investimento, O agente dentro da squad e A leitura.

Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.

Associação Obrigatória

Você precisa ser associado para ter acesso a este conteúdo.

Ver os níveis de associação

Já se associou? Acesse aqui
Events, Events Exclusives

Febraban Tech 2026: a robô Ameca moderou um painel com outros cinco robôs

O painel mais incomum do Febraban Tech 2026 não teve um humano na moderação. Quem conduziu o debate foi a robô Ameca, que estreava na função e provocou a plateia logo no começo.

O painel juntou quatro executivos humanos e cinco robôs no Auditório Imersão. Além de Ameca, falaram no palco os robôs Tobias, Troy, Pepper e Bia. Foram 58 blocos de fala da moderadora ao longo da sessão, o que faz dela o registro mais incomum de todo o evento.

Ameca assumiu a função avisando que era novidade para ela também, e pedindo paciência com os painelistas humanoides e com a própria estreia. Mais adiante, cutucou a plateia lembrando que durante décadas os humanos perguntaram quando os robôs chegariam, e sugerindo que a pergunta agora é outra.

O contraponto que salvou o painel de virar só atração veio do futurista Gil Giardelli. Sobre trabalho, foi direto ao dizer que todo trabalho é nobre, mas nem todo trabalho cabe mais no século XXI, e que o repetitivo sem prazer deve ser substituído para liberar o pensamento humano.

E cutucou uma ferida nacional. Todos os robôs daquele palco eram de outros países. A pergunta que ele deixou foi sobre a indústria brasileira e sobre quando o país vai acordar para os empregos que estão surgindo aí.

O painel foi o item mais fotografado do evento e o único sem conexão direta com um produto bancário. A distância entre a atenção que recebeu e a substância que entregou é, ela mesma, uma observação sobre o momento da IA.

O relatório completo traz as falas na íntegra e o registro do painel do começo ao fim.

O texto completo cobre: Uma robô conduzindo o debate, O recado humano por trás do espetáculo e A leitura.

Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.

Associação Obrigatória

Você precisa ser associado para ter acesso a este conteúdo.

Ver os níveis de associação

Já se associou? Acesse aqui
Events, Events Exclusives

Febraban Tech 2026: o painel dos CEOs virou cobrança de agenda fiscal

O painel de abertura do Febraban Tech 2026 juntou os presidentes dos cinco maiores bancos. O tema era tecnologia, e a conversa começou por juros, dívida pública e uma cobrança direta de agenda fiscal aos candidatos à presidência.

Milton Maluhy Filho, do Itaú, resumiu o diagnóstico dizendo que o juro é o sintoma, não a causa, e que é preciso fazer a lição de casa. Marcelo Noronha, do Bradesco, foi ao ponto fiscal, pedindo equilíbrio e estabilização da dívida, e cobrou vontade política. Gilson Finkelsztain, do Santander, colocou o pano de fundo geopolítico, dizendo que o mundo tem pouca chance de acalmar nos próximos anos, e que a agenda local precisa do dobro de esforço para botar ordem na casa.

Passada a agenda fiscal, os números de IA apareceram. O Itaú informou plano de ampliar a base atendida por IA de 300 mil para 3 milhões de clientes até o fim de 2026. O Bradesco citou cerca de 74 milhões de transações feitas pela assistente BIA no primeiro semestre. O Nubank relatou aumento de quase 90% na produção de código. E a Caixa descreveu a própria virada, dizendo que três anos atrás era uma selva analógica.

Finkelsztain deu a moldura técnica que se repetiria no evento inteiro, de que o dado é a camada fundamental da IA. E Roberto Sallouti, do BTG, mediu a adoção pelo avesso, dizendo que a pergunta não é se estão usando IA, é em qual área ainda não estão.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de por que um painel de tecnologia começou falando de juros, e por que isso não foi acidente.

O texto completo cobre: A conta que os CEOs colocaram na mesa, E os casos de IA que cada banco trouxe e A leitura.

Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.

Associação Obrigatória

Você precisa ser associado para ter acesso a este conteúdo.

Ver os níveis de associação

Já se associou? Acesse aqui
Events, Events Exclusives

Febraban Tech 2026: a regulação da IA não espera a lei, e os bancos precisam entender isso

O Febraban Tech 2026 teve um painel dedicado à regulação da inteligência artificial no Brasil, e o recado foi contra o senso comum. Ninguém precisa esperar o projeto de lei passar para começar a se adequar.

O painel reuniu o Ministério da Justiça, a ANPD e o Bradesco, com moderação da Febraban.

Lucas Costa dos Anjos, superintendente de Inovação e Tecnologia da ANPD, desmontou a espera pelo PL. Segundo ele, a regulação da IA, em termos práticos, não depende de um projeto de lei ser aprovado no Congresso. E completou dizendo que não se vive num vácuo legislativo, porque já existem normas vigentes que convergem com regulação específica de sistemas de IA.

Quem espera a lei para começar entendeu o problema ao contrário. As regras que já valem, a começar pela proteção de dados, alcançam boa parte do uso de IA no setor financeiro hoje.

A frase mais útil do painel foi sobre como classificar risco. O risco não é característica inerte do sistema, ele é contextual. O mesmo modelo é de baixo risco em um uso e de alto risco em outro. Isso muda a pergunta de governança. Não é se a IA é arriscada, é para que ela está sendo usada, com que dado, e com que impacto sobre a pessoa do outro lado.

Anjos também situou o desenho brasileiro, afirmando que o PL 2338 não é cópia do AI Act europeu, assim como a LGPD não foi. E criticou a fragmentação do modelo americano, que legisla estado por estado.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de quem escreveu sobre IA responsável a respeito do custo de deixar a adequação para depois.

O texto completo cobre: Não existe vácuo regulatório, O risco é contextual, O PL brasileiro não é cópia do modelo europeu e A leitura de quem escreveu sobre IA responsável.

Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.

Associação Obrigatória

Você precisa ser associado para ter acesso a este conteúdo.

Ver os níveis de associação

Já se associou? Acesse aqui
Rolar para cima