Enquanto o Febraban Tech 2026 discutia inteligência artificial lá dentro, bancários protestaram em frente ao Distrito Anhembi no dia 26 de agosto, em ato ligado à campanha salarial da categoria.
O protesto foi contra a proposta de reajuste e o que os manifestantes chamaram de precarização. O texto do movimento contrapõe a agenda de tecnologia à pauta trabalhista. “Enquanto os bancos celebram tecnologia, inteligência artificial e lucros bilionários, os bancários enfrentam uma campanha salarial marcada por propostas de reajuste abaixo da inflação.”
A proposta de reajuste citada foi de 2,06%, depois elevada para 2,57%. O ato aconteceu no mesmo dia em que dois painéis do evento discutiam o efeito dos agentes de IA sobre as carreiras no setor.
Leia também: Cobertura completa no hub. Os agentes vão achatar a pirâmide. O que rolou no Dia 3.
Fontes. Bancários na Luta, protesto no Febraban Tech: a publicação
#FebrabanTech2026 #Bancários #FuturoDoTrabalho #CampanhaSalarial #AgentesDeIA
O que foi o ato
Bancários protestaram em frente ao Distrito Anhembi na quarta-feira, 26 de agosto, último dia do Febraban Tech 2026. O ato foi contra a proposta de reajuste da campanha salarial e contra o que os manifestantes chamaram de precarização.
Enquanto os bancos celebram tecnologia, inteligência artificial e lucros bilionários, os bancários enfrentam uma campanha salarial marcada por propostas de reajuste abaixo da inflação
Mané Gabeira, do veículo sindical Bancários na Luta
Segundo a publicação, a proposta de reajuste foi de 2,06% e depois subiu para 2,57%, com congelamento do piso de ingresso e da participação nos lucros.
O contraponto que o evento não tinha no palco
O protesto foi o único contraponto externo registrado nos três dias. Enquanto o congresso discutia agente autônomo, nuvem soberana e identidade digital, a porta do evento trazia a outra metade da mesma equação, que é o efeito da automação sobre emprego e salário no setor.
Esse desencontro aparece também nos números do próprio balanço da Febraban. Os bancos projetam R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, com alta de 8%, e R$ 29,4 milhões em capacitação em inteligência artificial. A conta de infraestrutura é mais de mil vezes maior que a conta de formar as pessoas que vão operar essa infraestrutura.
Ressalva de apuração
A fonte deste registro é um veículo do movimento sindical, parte interessada na negociação, e não imprensa independente. Os números de reajuste e de remuneração de diretores vêm dessa origem e não foram confirmados por fonte neutra.
A publicação também não informa o número de participantes do ato, e a apuração não localizou cobertura independente nem resposta da Febraban ou da Fenaban sobre o protesto. O registro fica aqui com essas ressalvas explícitas.
