O Febraban Tech 2026 encerrou a sua 36ª edição com 70 mil visitas nos três dias, uma alta de 20,7% sobre as 58 mil visitas de 2025. A programação teve 627 palestrantes em 220 painéis.
Denise Perotti, diretora-adjunta da Presidência e de Eventos da Febraban, avaliou o crescimento. “O crescimento do Febraban Tech mostra que existe uma demanda muito grande por um espaço que reúna conteúdo, negócios e troca de experiências sobre as transformações que estão acontecendo no setor financeiro.”
Os eixos do evento foram inteligência artificial, cibersegurança, infraestrutura digital, novos meios de pagamento e liderança humana. No campo do investimento, a Pesquisa Febraban projetou R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8%, com a nuvem crescendo 30%.
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Fontes. Portal Febraban, balanço da edição: o balanço oficial
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Os números do balanço
A Febraban divulgou o balanço da 36ª edição do Febraban Tech no dia seguinte ao encerramento. O evento terminou em 26 de agosto com 70 mil visitas ao longo dos três dias, alta de 20,7% sobre as 58 mil visitas de 2025.
A programação teve 627 palestrantes em 220 painéis. Os eixos listados foram inteligência artificial, cibersegurança, infraestrutura digital, novos meios de pagamento e liderança humana.
O crescimento do Febraban Tech mostra que existe uma demanda muito grande por um espaço que reúna conteúdo, negócios e troca de experiências sobre as transformações que estão acontecendo no setor financeiro.
Denise Perotti, diretora-adjunta da Presidência e de Eventos da Febraban
O investimento dos bancos em tecnologia
O balanço trouxe também os números de investimento do setor. Os bancos projetam R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8% sobre o ano anterior.
Dentro desse total, a migração para nuvem soma R$ 3,9 bilhões, com alta de 30%. A capacitação profissional em inteligência artificial soma R$ 29,4 milhões, com alta de 31%.
O contraste que esses números revelam
Vale olhar as três linhas juntas. O investimento total sobe 8%. A nuvem sobe 30%. A capacitação em IA sobe 31%, mas parte de uma base de R$ 29,4 milhões, que é menos de 0,06% do orçamento total de tecnologia.
Ou seja, o setor está movendo dinheiro para infraestrutura em ritmo quase quatro vezes maior que o crescimento geral, e ao mesmo tempo destina à formação de gente uma fração muito pequena do bolo. Foi esse desencontro entre o discurso do palco e a planilha que atravessou o evento inteiro.
Entre os palestrantes citados no balanço estão Gabriel Galípolo, Esther Dweck, Joel Mokyr, Radia Perlman e John Maeda, além de seis CEOs de grandes bancos.
