O Febraban Tech 2026 dedicou dois painéis do último dia ao efeito dos agentes de IA sobre as pessoas. A conclusão foi convergente. A carreira em linha reta acabou, e o organograma dos bancos vai ficar mais baixo.
Walkiria Marchetti, da MCIO Brasil, cravou a mudança dizendo que a movimentação lateral deixou de ser opcional, e que os planos de carreira precisam contemplar esse movimento como parte essencial da jornada, especialmente no setor financeiro.
Ianaira Barretto Neves, da FGV, deu a imagem que resume o novo desenho. Saímos da carreira linear e chegamos a uma carreira de movimento elíptico. A hierarquia continua existindo, mas mais achatada. Cresce quem gira, acumulando conhecimento e repertório a cada volta.
Enrico Geiger, do Grupo Stefanini, trouxe o número que explica a pressa. O investimento em IA cresce mais de 39% ao ano, e dentro do segmento financeiro sai de algo próximo de 600 milhões para mais de 800 milhões.
O agente de IA entra na squad e assume tarefas que antes justificavam um degrau inteiro do organograma. O efeito é uma pirâmide mais baixa, com menos níveis entre quem executa e quem decide.
Um workshop tratou de como esses agentes assumem papéis dentro dos times. O ponto central foi que o impacto da IA não está em fazer a mesma tarefa mais rápido. Está em mudar a dinâmica de como o time trabalha e gera valor. Quando o trabalho repetitivo sai da mão das pessoas, muda o que se espera de cada função e muda o critério de quem cresce.
O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura sobre o que isso exige de quem lidera time no setor financeiro.
O texto completo cobre: A carreira deixou de ser uma linha reta, Achatar a pirâmide custa investimento, O agente dentro da squad e A leitura.
Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.
