O painel de abertura do Febraban Tech 2026 juntou os presidentes dos cinco maiores bancos. O tema era tecnologia, e a conversa começou por juros, dívida pública e uma cobrança direta de agenda fiscal aos candidatos à presidência.
Milton Maluhy Filho, do Itaú, resumiu o diagnóstico dizendo que o juro é o sintoma, não a causa, e que é preciso fazer a lição de casa. Marcelo Noronha, do Bradesco, foi ao ponto fiscal, pedindo equilíbrio e estabilização da dívida, e cobrou vontade política. Gilson Finkelsztain, do Santander, colocou o pano de fundo geopolítico, dizendo que o mundo tem pouca chance de acalmar nos próximos anos, e que a agenda local precisa do dobro de esforço para botar ordem na casa.
Passada a agenda fiscal, os números de IA apareceram. O Itaú informou plano de ampliar a base atendida por IA de 300 mil para 3 milhões de clientes até o fim de 2026. O Bradesco citou cerca de 74 milhões de transações feitas pela assistente BIA no primeiro semestre. O Nubank relatou aumento de quase 90% na produção de código. E a Caixa descreveu a própria virada, dizendo que três anos atrás era uma selva analógica.
Finkelsztain deu a moldura técnica que se repetiria no evento inteiro, de que o dado é a camada fundamental da IA. E Roberto Sallouti, do BTG, mediu a adoção pelo avesso, dizendo que a pergunta não é se estão usando IA, é em qual área ainda não estão.
O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de por que um painel de tecnologia começou falando de juros, e por que isso não foi acidente.
O texto completo cobre: A conta que os CEOs colocaram na mesa, E os casos de IA que cada banco trouxe e A leitura.
Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.
