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Febraban Tech 2026: os três keynotes internacionais e o mesmo alerta sobre o fator humano

O Febraban Tech 2026 trouxe três keynotes internacionais de peso. Cada um veio de um campo diferente, e os três terminaram no mesmo lugar. O obstáculo para a IA dar certo não é a máquina.

O Nobel de Economia Joel Mokyr abriu a série. Tratou a IA como tecnologia de propósito geral e listou seis ameaças ao progresso, entre elas instituições inflexíveis, nacionalismo econômico e desinformação. A frase que resume o argumento foi direta, de que o inimigo não é a tecnologia, somos nós. E deixou o alerta sobre o descompasso entre a velocidade da tecnologia e a das instituições.

Radia Perlman, fellow da Dell e uma das engenheiras que ajudaram a construir a internet, trouxe o ponto mais duro sobre segurança. Segundo ela, é instrutivo perceber que toda a criptografia e todos os protocolos que achamos que resolvem o problema não significam nada quando há um humano na linha. E discordou da saída fácil de culpar o usuário, dizendo que o que falta não é mais treinamento, é aprender a lidar com as pessoas. Ela também cobrou antecipação diante da computação quântica.

John Maeda fechou os keynotes internacionais com um recado sobre clareza. Como a IA é confusa, é preciso fazer as pessoas entenderem que não é mágica. E foi firme contra a ilusão de vida das máquinas, lembrando que o computador não está vivo, mesmo quando cria essa impressão. Sobre mudança, cravou que quem não gosta de mudar também não vai gostar de irrelevância.

O relatório completo traz as falas na íntegra, a nota de método sobre a tradução simultânea e a leitura de por que os três convergiram no fator humano.

O texto completo cobre: Joel Mokyr e as ameaças ao progresso, Radia Perlman e o limite da criptografia, John Maeda e a IA em linguagem simples e A leitura.

Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.

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Febraban Tech 2026: os agentes de IA vão achatar a pirâmide das carreiras

O Febraban Tech 2026 dedicou dois painéis do último dia ao efeito dos agentes de IA sobre as pessoas. A conclusão foi convergente. A carreira em linha reta acabou, e o organograma dos bancos vai ficar mais baixo.

Walkiria Marchetti, da MCIO Brasil, cravou a mudança dizendo que a movimentação lateral deixou de ser opcional, e que os planos de carreira precisam contemplar esse movimento como parte essencial da jornada, especialmente no setor financeiro.

Ianaira Barretto Neves, da FGV, deu a imagem que resume o novo desenho. Saímos da carreira linear e chegamos a uma carreira de movimento elíptico. A hierarquia continua existindo, mas mais achatada. Cresce quem gira, acumulando conhecimento e repertório a cada volta.

Enrico Geiger, do Grupo Stefanini, trouxe o número que explica a pressa. O investimento em IA cresce mais de 39% ao ano, e dentro do segmento financeiro sai de algo próximo de 600 milhões para mais de 800 milhões.

O agente de IA entra na squad e assume tarefas que antes justificavam um degrau inteiro do organograma. O efeito é uma pirâmide mais baixa, com menos níveis entre quem executa e quem decide.

Um workshop tratou de como esses agentes assumem papéis dentro dos times. O ponto central foi que o impacto da IA não está em fazer a mesma tarefa mais rápido. Está em mudar a dinâmica de como o time trabalha e gera valor. Quando o trabalho repetitivo sai da mão das pessoas, muda o que se espera de cada função e muda o critério de quem cresce.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura sobre o que isso exige de quem lidera time no setor financeiro.

O texto completo cobre: A carreira deixou de ser uma linha reta, Achatar a pirâmide custa investimento, O agente dentro da squad e A leitura.

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Febraban Tech 2026: a robô Ameca moderou um painel com outros cinco robôs

O painel mais incomum do Febraban Tech 2026 não teve um humano na moderação. Quem conduziu o debate foi a robô Ameca, que estreava na função e provocou a plateia logo no começo.

O painel juntou quatro executivos humanos e cinco robôs no Auditório Imersão. Além de Ameca, falaram no palco os robôs Tobias, Troy, Pepper e Bia. Foram 58 blocos de fala da moderadora ao longo da sessão, o que faz dela o registro mais incomum de todo o evento.

Ameca assumiu a função avisando que era novidade para ela também, e pedindo paciência com os painelistas humanoides e com a própria estreia. Mais adiante, cutucou a plateia lembrando que durante décadas os humanos perguntaram quando os robôs chegariam, e sugerindo que a pergunta agora é outra.

O contraponto que salvou o painel de virar só atração veio do futurista Gil Giardelli. Sobre trabalho, foi direto ao dizer que todo trabalho é nobre, mas nem todo trabalho cabe mais no século XXI, e que o repetitivo sem prazer deve ser substituído para liberar o pensamento humano.

E cutucou uma ferida nacional. Todos os robôs daquele palco eram de outros países. A pergunta que ele deixou foi sobre a indústria brasileira e sobre quando o país vai acordar para os empregos que estão surgindo aí.

O painel foi o item mais fotografado do evento e o único sem conexão direta com um produto bancário. A distância entre a atenção que recebeu e a substância que entregou é, ela mesma, uma observação sobre o momento da IA.

O relatório completo traz as falas na íntegra e o registro do painel do começo ao fim.

O texto completo cobre: Uma robô conduzindo o debate, O recado humano por trás do espetáculo e A leitura.

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Febraban Tech 2026: o painel dos CEOs virou cobrança de agenda fiscal

O painel de abertura do Febraban Tech 2026 juntou os presidentes dos cinco maiores bancos. O tema era tecnologia, e a conversa começou por juros, dívida pública e uma cobrança direta de agenda fiscal aos candidatos à presidência.

Milton Maluhy Filho, do Itaú, resumiu o diagnóstico dizendo que o juro é o sintoma, não a causa, e que é preciso fazer a lição de casa. Marcelo Noronha, do Bradesco, foi ao ponto fiscal, pedindo equilíbrio e estabilização da dívida, e cobrou vontade política. Gilson Finkelsztain, do Santander, colocou o pano de fundo geopolítico, dizendo que o mundo tem pouca chance de acalmar nos próximos anos, e que a agenda local precisa do dobro de esforço para botar ordem na casa.

Passada a agenda fiscal, os números de IA apareceram. O Itaú informou plano de ampliar a base atendida por IA de 300 mil para 3 milhões de clientes até o fim de 2026. O Bradesco citou cerca de 74 milhões de transações feitas pela assistente BIA no primeiro semestre. O Nubank relatou aumento de quase 90% na produção de código. E a Caixa descreveu a própria virada, dizendo que três anos atrás era uma selva analógica.

Finkelsztain deu a moldura técnica que se repetiria no evento inteiro, de que o dado é a camada fundamental da IA. E Roberto Sallouti, do BTG, mediu a adoção pelo avesso, dizendo que a pergunta não é se estão usando IA, é em qual área ainda não estão.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de por que um painel de tecnologia começou falando de juros, e por que isso não foi acidente.

O texto completo cobre: A conta que os CEOs colocaram na mesa, E os casos de IA que cada banco trouxe e A leitura.

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Febraban Tech 2026: a regulação da IA não espera a lei, e os bancos precisam entender isso

O Febraban Tech 2026 teve um painel dedicado à regulação da inteligência artificial no Brasil, e o recado foi contra o senso comum. Ninguém precisa esperar o projeto de lei passar para começar a se adequar.

O painel reuniu o Ministério da Justiça, a ANPD e o Bradesco, com moderação da Febraban.

Lucas Costa dos Anjos, superintendente de Inovação e Tecnologia da ANPD, desmontou a espera pelo PL. Segundo ele, a regulação da IA, em termos práticos, não depende de um projeto de lei ser aprovado no Congresso. E completou dizendo que não se vive num vácuo legislativo, porque já existem normas vigentes que convergem com regulação específica de sistemas de IA.

Quem espera a lei para começar entendeu o problema ao contrário. As regras que já valem, a começar pela proteção de dados, alcançam boa parte do uso de IA no setor financeiro hoje.

A frase mais útil do painel foi sobre como classificar risco. O risco não é característica inerte do sistema, ele é contextual. O mesmo modelo é de baixo risco em um uso e de alto risco em outro. Isso muda a pergunta de governança. Não é se a IA é arriscada, é para que ela está sendo usada, com que dado, e com que impacto sobre a pessoa do outro lado.

Anjos também situou o desenho brasileiro, afirmando que o PL 2338 não é cópia do AI Act europeu, assim como a LGPD não foi. E criticou a fragmentação do modelo americano, que legisla estado por estado.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de quem escreveu sobre IA responsável a respeito do custo de deixar a adequação para depois.

O texto completo cobre: Não existe vácuo regulatório, O risco é contextual, O PL brasileiro não é cópia do modelo europeu e A leitura de quem escreveu sobre IA responsável.

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Febraban Tech 2026: o Banco Central admitiu que ainda deve a regra da tokenização

O último dia do Febraban Tech 2026 teve o momento regulatório mais franco do evento. O Banco Central reconheceu, no palco, que ainda deve a regulação da tokenização de ativos financeiros.

Mardilson Queiroz, chefe do Departamento de Regulação do Banco Central, separou o que já está regulado do que falta. As prestadoras de serviços de ativos virtuais já têm regra. O token que representa um ativo regulado, como CDB, CCB e recebível, não tem. E ele admitiu em público que essa segunda parte o Banco Central está devendo.

O painel de stablecoins apontou o vazio que trava a liquidação em moeda local. Fabrício Tota, do Mercado Bitcoin, foi direto ao dizer que não faz sentido liquidar um ativo em reais contra uma stablecoin de dólar. Falta uma stablecoin de real.

O uso maduro hoje é outro. Raphael Palacio Soares, do BTG Pactual, deu a escala. Os dados do Banco Central indicam 15 bilhões de dólares em compra de stablecoins só no primeiro semestre, concentrados em liquidação internacional. Larissa Moreira, do Itaú, apontou gestão de tesouraria e caixa como o próximo destravamento. E Driss Temsamani, do Citi, colocou a pergunta de fundo sobre o que deve ficar do lado público e o que fica do privado.

Enquanto a regra não vem, a infraestrutura avança. O piloto do Drex reúne 55 participantes e 13 casos de uso. O da Anbima soma 50 instituições. A Núclea registra R$ 1 bilhão em duplicatas mercantis tokenizadas.

O relatório completo traz as falas na íntegra, o desenho projetado pela B3 e a leitura de quem trabalha com pagamentos sobre o risco de escalar produto tokenizado antes de o arcabouço existir.

O texto completo cobre: O que o Banco Central admitiu, Falta uma stablecoin de real, A infraestrutura já se move, mesmo sem a regra e A leitura de quem trabalha com pagamentos.

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Febraban Tech 2026: o comércio agêntico saiu do slogan e virou disputa por quem decide a compra

O comércio agêntico deixou de ser conceito no Febraban Tech 2026. A primeira transação feita por um agente já aconteceu, com a Visa em parceria com o Banco do Brasil e o Santander América Latina. A pergunta mudou de figura. Não é mais se a máquina vai pagar, é quem decide a compra.

Marcos Cavagnoli, do Bradesco, resumiu a mudança dizendo que ninguém acorda querendo fazer um Pix. O pagamento vira meio. E cravou o limite, que é ficar cada vez mais invisível sem ficar menos confiável.

Edson Santos, da Colink Advisory, deu nome à nova disputa. Ela deixa de ser por share of wallet e passa a ser por share of decision. Quem decide a compra deixa de ser só a pessoa e passa a ser o agente que ela autorizou. Ele também apontou um trecho do projeto de lei de IA aprovado no Senado que, na avaliação dele, trava o pagamento agêntico no Brasil.

Os dois bancos presentes rejeitaram a ideia de que a marca some junto com o pagamento invisível. Gustavo Santos, do Santander, chamou isso de erro estratégico gigantesco e lembrou que o Brasil é a indústria de pagamentos mais avançada entre os 27 países onde o banco opera.

No Open Finance, os números marcam a virada de fase. Em 31 de julho de 2026 eram 208,79 milhões de consentimentos ativos, e o sistema registrou 7,14 bilhões de chamadas de API em um único dia de agosto. O Banco Central diz que a etapa de infraestrutura acabou e a de governança começou.

E o B2B apareceu como próxima fronteira. Cartões empresariais movimentaram R$ 409,5 bilhões em 2025, enquanto os boletos ainda concentram R$ 2,5 trilhões.

O relatório completo traz as falas na íntegra, o atrito sobre modelos de parceria fora do ambiente regulado e a leitura de quem trabalha com sistemas de pagamento sobre o que essa disputa exige de arquitetura.

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Febraban Tech 2026: o Summit de Saúde Financeira que a imprensa não cobriu

O Febraban Tech 2026 teve um evento inteiro dentro dele que nenhum veículo cobriu. O Summit de Saúde Financeira rodou cinco painéis no Palco Imersão, com Ministério da Fazenda, Banco Central, FMUSP, os cinco maiores bancos, Anbima, CNseg e Fundação Sicredi. Todo o registro que existe aqui veio de transcrição dos vídeos oficiais.

Três coisas aconteceram ali e não chegaram à imprensa.

A primeira é sobre apostas. Na abertura do evento, Galípolo listou três vetores de endividamento e não citou bets. No Summit, elas ocuparam um painel inteiro. Daniele Cardoso, da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, trouxe o balanço do mercado regulado. São 85 empresas autorizadas, mais de 180 marcas, mais de 60 mil sites ilegais bloqueados e mais de 1,2 milhão de solicitações de autoexclusão. Em 35% dos casos, o motivo declarado foi perda de controle de saúde mental.

A segunda é um lançamento. A Febraban apresentou o assistente de IA do Meu Bolso em Dia, construído em nove meses, gratuito, disponível no site e no WhatsApp, operando em ambiente fechado e sem compartilhar dados do consumidor com bancos.

A terceira é geracional. Marcelo Billi, da Anbima, apresentou o dado de que 9% da população já usa IA para tomar decisão financeira. Entre os mais jovens, esse número chega a 60%.

Teve ainda o painel sobre a Resolução Conjunta número 8, que obriga instituição financeira a promover educação financeira, com a fala do Itaú separando ferramenta de educação de motor de crédito.

O relatório completo traz os cinco painéis, as falas na íntegra, a lógica de produto por trás do assistente e o contraponto que apareceu dias depois dentro do próprio Banco Central sobre o peso das bets no endividamento.

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Febraban Tech 2026: o diagnóstico duro do Banco Central sobre crédito e endividamento

Gabriel Galípolo abriu o Febraban Tech 2026 com uma cobrança direta ao setor. Não dá para comemorar a alta do crédito e reclamar do endividamento ao mesmo tempo. Foi o diagnóstico mais duro dos três dias, e veio da autoridade que regula o sistema.

Ele separou os dois tipos de endividamento. Crédito para adquirir ativo forma patrimônio. O problema está no crédito caro, sem garantia, que não gera ativo nenhum.

Os números sustentam o tom. Entre 2020 e 2024, os usuários de cartão de crédito passaram de 52,8 milhões para 96 milhões. No mesmo período, o comprometimento médio da renda familiar com o cartão subiu de 30,1% para 54%. Mais da metade desses 96 milhões carrega dívida no rotativo ou no parcelado. Em junho de 2026, o rotativo estava em 15,13% ao mês.

A pergunta que ele fez ao setor foi incômoda. Com renda subindo e desemprego caindo, por que essa renda não foi revertida para reduzir endividamento?

E sinalizou o que vem. O Banco Central está debruçado sobre medidas macroprudenciais, com o princípio de que cada instituição esteja provisionada para o risco efetivo que corre. No Pix, o material oficial detalhou alerta para movimentação atípica no SPI, o MED 2.0 para identificar contas usadas em golpes, um botão de contestação e limite de R$ 15 mil para Pix e TED feitos por instituições de pagamento não autorizadas.

Sobre o próprio Pix, os números da defesa. Cerca de 80 bilhões de transações em 2025, R$ 35 trilhões movimentados e mais de 900 milhões de chaves cadastradas. E a constatação de que o meio de pagamento vem sendo alvo de desinformação.

O relatório completo traz as falas na íntegra, o detalhamento das medidas anunciadas e a leitura de quem trabalha com pagamentos sobre onde essa régua vai apertar primeiro.

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Febraban Tech 2026: quem responde quando o agente de IA erra

O Febraban Tech 2026 passou três dias falando de agentes autônomos nos bancos. A pergunta mais simples ficou sem resposta. Quem responde quando o agente erra.

O tema apareceu no painel dos CIOs, na pesquisa, nos workshops e no conceito de Know Your Agent. Em nenhum momento alguém descreveu como se autentica um agente, quem responde por uma ação dele, ou que trilha de auditoria precisa existir.

Christian Flemming, do BTG Pactual, abriu o painel dos CIOs dizendo que a próxima onda tecnológica no setor bancário não é extensão da anterior, é um jogo diferente. A frase separa quem trata agente como mais um sistema de quem trata como um ator que decide e age.

Richard Silva, do Santander Brasil, deu a definição mais útil do dia, de que governança é a direção que permite acelerar sem sair da pista. E foi categórico ao dizer que, para quem opera serviço essencial, governança não é opção.

Darlan Costa da Silva Lins, da Caixa, nomeou o problema concreto. São 160 milhões de clientes, com níveis muito diferentes de educação digital, e o banco precisa alcançar segurança para liberar agentes que executem transação. Marisa Reghini, do Banco do Brasil, apontou que ninguém resolve isso sozinho.

Rodrigo Benin, da IBM, trouxe o ponto de arquitetura. O sistema precisa nascer governável, com política e limite de autoridade embutidos, porque governança de agente não é camada que se adiciona depois.

Autenticar pessoa o setor já sabe fazer. Autenticar um agente que age em nome dela é outra coisa. Quem assinou a ordem, com que limite, e como se prova isso depois.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de quem trabalha com governança de IA sobre o que separa piloto de produção.

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Febraban Tech 2026: os bancos adotaram IA rápido e ainda medem pouco retorno

Dois números circularam depois do Febraban Tech 2026. Mais da metade das instituições usando agentes de IA, e 16% capturando valor real. São números fortes, e nenhum dos dois foi dito no palco.

A transcrição do painel da pesquisa não traz nenhuma dessas porcentagens. O que Sergio Biagini, da Deloitte, apresentou como captura de valor foi outra coisa. Ele falou em 12% de ganho médio de eficiência, com instituições acima de 20%.

A distância entre "mais da metade usa" e "12% de ganho médio" é a matéria. O setor adotou rápido e ainda mede pouco retorno.

Rodrigo Mulinari, do Banco do Brasil, descreveu a curva. No ano passado se falava em quantidade de modelos implantados. Depois veio a qualidade. Agora vêm as métricas efetivas de resultado. Some a isso o dado de que cerca de 60% dos bancos ainda estão em fases iniciais de adoção.

Onde o valor já aparece, aparece com nome e número. No Bradesco, a plataforma Bridge encurtou de meses para semanas o tempo de colocar um caso em produção, e já são 800 casos. A BIA Tech registra ganho médio de produtividade de 40%, chegando a 90% em projetos específicos. No Santander, a meta pública citada no palco foi de mais de R$ 6 bilhões gerados por IA, com R$ 500 milhões já obtidos no primeiro semestre de 2026.

A Caixa apareceu com 90% de ganho de produtividade. O número é real e vale para um recorte específico de engenharia de software com entradas padronizadas, não para o banco inteiro.

O relatório completo traz as falas na íntegra, a divergência entre o número dito no palco e o do material oficial, e a leitura de quem projeta arquitetura sobre como medir ganho de IA por caso de uso.

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Febraban Tech 2026: os bancos vão investir R$ 3 bilhões em IA, e mais do que isso em nuvem e em segurança

O número que circulou depois do Febraban Tech 2026 foi um só. Os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 3 bilhões em inteligência artificial, analytics e big data neste ano.

Dois outros números apareceram bem menos e dizem mais. A migração para a nuvem deve somar R$ 3,9 bilhões em 2026, com alta de 30%. A cibersegurança deve consumir cerca de R$ 5 bilhões, perto de 10% de todo o orçamento tecnológico do setor. O total previsto é de R$ 50,4 bilhões, contra R$ 46,8 bilhões em 2025.

Colocados lado a lado, os três mostram a ordem real de prioridade. A IA é a terceira em dinheiro, atrás de nuvem e de segurança, e é a que menos cresce. A alta de 8% em IA contrasta com os 30% da nuvem.

Ivo Mósca, da Febraban, afirmou que 100% das instituições direcionam investimento prioritário para cibersegurança. Não existe outro assunto com unanimidade no setor. Sergio Biagini, da Deloitte, explicou por que a nuvem vem antes do agente, e a explicação passa por maturidade de dados e de infraestrutura.

Sobre retorno, a pesquisa apurou média de 12% de ganho de eficiência, com instituições acima de 20%. E cerca de 60% dos bancos ainda estão em fases iniciais de adoção.

Por trás disso está o tamanho da operação. Em 2025 o sistema bancário registrou 240,8 bilhões de transações, alta de 11% sobre o ano anterior. Os canais digitais responderam por 83% e o celular sozinho por 78%. O mobile banking chegou a 187,5 bilhões de transações, crescimento de 169% em cinco anos.

O relatório completo detalha cada ponto, com as falas na íntegra e a leitura do que essa ordem de orçamento significa para quem vende tecnologia para banco.

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