Febraban Tech 2026: Esther Dweck e a base nacional de identidade contra golpes

A ministra Esther Dweck afirmou no Febraban Tech 2026 que o governo federal desenvolve uma infraestrutura nacional de dados para combater fraudes, alimentada pela Carteira de Identidade Nacional, por bases biométricas de órgãos públicos e pelo gov.br.

Os números dão a escala do problema. Foram 22 milhões de tentativas de fraude em 2024 e 2025, uma a cada quatro segundos, com 55% do montante no setor bancário. A CIN já soma 62 milhões de emissões, e o gov.br chega a 178 milhões de contas.

A ministra citou cooperação técnica com a Febraban. “Existe uma cooperação técnica com a federação para estudar a possibilidade de que essa grande base de identificação, que vai evitar fraudes no Brasil, possa ser utilizada pelo setor privado.”

Ela também detalhou a nuvem brasileira, que será uma parceria público-privada com exigência de capital nacional dos parceiros. O percentual ainda não foi definido, e o edital está previsto para o fim de 2026.

Leia também: Cobertura completa no hub. O que rolou no Dia 2.

Fontes. InfoMoney, base nacional de identidade: a matéria
Convergência Digital, nuvem brasileira como PPP: a reportagem

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O que a ministra disse

Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, afirmou no segundo dia do Febraban Tech 2026 que o governo federal desenvolve uma infraestrutura nacional de dados alimentada pela Carteira de Identidade Nacional, por bases biométricas de órgãos públicos e pelo gov.br.

A identificação tem sido nossa grande discussão com a Febraban

Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Existe uma cooperação técnica com a federação para estudar a possibilidade de que essa grande base de identificação, que vai evitar fraudes no Brasil, possa ser utilizada pelo setor privado

Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

A integração de bases biométricas envolve Polícia Federal, Senatran e TSE.

O tamanho do problema que ela apresentou

Os números citados pela ministra dão a dimensão da fraude no país. Foram 22 milhões de tentativas de fraude em 2024 e 2025, o que dá uma a cada quatro segundos, com 55% do montante concentrado no setor bancário.

No mesmo período foram registrados 2,2 milhões de boletins de ocorrência por estelionato em 2024, e 16 milhões de brasileiros perderam dinheiro em golpes.

Onde está a Carteira de Identidade Nacional

A CIN chegou a 62 milhões de emissões, cerca de 30% da população. O gov.br soma 178 milhões de contas.

A meta declarada é subir de 2,8 milhões para 4 milhões de emissões mensais até meados de 2027, com apoio do programa Pro-CIN, e alcançar cobertura universal em 2032.

O que isso muda para banco

Identidade é o ponto onde a fraude entra. Hoje cada instituição monta a própria colcha de retalhos, com biometria própria, bureau de crédito, base de terceiros e regra antifraude interna. Uma base nacional de identificação com biometria oficial mudaria esse desenho.

A questão que segue aberta é a de acesso e de responsabilidade. Quem consulta, sob qual base legal, com qual custo e quem responde quando a consulta retorna um falso positivo. A cooperação técnica citada pela ministra existe justamente para responder a isso, e não há prazo divulgado.

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