Febraban Tech 2026: quem responde quando o agente de IA erra

O Febraban Tech 2026 passou três dias falando de agentes autônomos nos bancos. A pergunta mais simples ficou sem resposta. Quem responde quando o agente erra.

O tema apareceu no painel dos CIOs, na pesquisa, nos workshops e no conceito de Know Your Agent. Em nenhum momento alguém descreveu como se autentica um agente, quem responde por uma ação dele, ou que trilha de auditoria precisa existir.

Christian Flemming, do BTG Pactual, abriu o painel dos CIOs dizendo que a próxima onda tecnológica no setor bancário não é extensão da anterior, é um jogo diferente. A frase separa quem trata agente como mais um sistema de quem trata como um ator que decide e age.

Richard Silva, do Santander Brasil, deu a definição mais útil do dia, de que governança é a direção que permite acelerar sem sair da pista. E foi categórico ao dizer que, para quem opera serviço essencial, governança não é opção.

Darlan Costa da Silva Lins, da Caixa, nomeou o problema concreto. São 160 milhões de clientes, com níveis muito diferentes de educação digital, e o banco precisa alcançar segurança para liberar agentes que executem transação. Marisa Reghini, do Banco do Brasil, apontou que ninguém resolve isso sozinho.

Rodrigo Benin, da IBM, trouxe o ponto de arquitetura. O sistema precisa nascer governável, com política e limite de autoridade embutidos, porque governança de agente não é camada que se adiciona depois.

Autenticar pessoa o setor já sabe fazer. Autenticar um agente que age em nome dela é outra coisa. Quem assinou a ordem, com que limite, e como se prova isso depois.

O relatório completo traz as falas na íntegra e a leitura de quem trabalha com governança de IA sobre o que separa piloto de produção.

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