O último dia do Febraban Tech 2026 teve o momento regulatório mais franco do evento. O Banco Central reconheceu, no palco, que ainda deve a regulação da tokenização de ativos financeiros.
Mardilson Queiroz, chefe do Departamento de Regulação do Banco Central, separou o que já está regulado do que falta. As prestadoras de serviços de ativos virtuais já têm regra. O token que representa um ativo regulado, como CDB, CCB e recebível, não tem. E ele admitiu em público que essa segunda parte o Banco Central está devendo.
O painel de stablecoins apontou o vazio que trava a liquidação em moeda local. Fabrício Tota, do Mercado Bitcoin, foi direto ao dizer que não faz sentido liquidar um ativo em reais contra uma stablecoin de dólar. Falta uma stablecoin de real.
O uso maduro hoje é outro. Raphael Palacio Soares, do BTG Pactual, deu a escala. Os dados do Banco Central indicam 15 bilhões de dólares em compra de stablecoins só no primeiro semestre, concentrados em liquidação internacional. Larissa Moreira, do Itaú, apontou gestão de tesouraria e caixa como o próximo destravamento. E Driss Temsamani, do Citi, colocou a pergunta de fundo sobre o que deve ficar do lado público e o que fica do privado.
Enquanto a regra não vem, a infraestrutura avança. O piloto do Drex reúne 55 participantes e 13 casos de uso. O da Anbima soma 50 instituições. A Núclea registra R$ 1 bilhão em duplicatas mercantis tokenizadas.
O relatório completo traz as falas na íntegra, o desenho projetado pela B3 e a leitura de quem trabalha com pagamentos sobre o risco de escalar produto tokenizado antes de o arcabouço existir.
O texto completo cobre: O que o Banco Central admitiu, Falta uma stablecoin de real, A infraestrutura já se move, mesmo sem a regra e A leitura de quem trabalha com pagamentos.
Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.
