O Itaú Unibanco informou no Febraban Tech 2026 que ampliou o seu time de computação quântica, com aplicação voltada ao combate a fraudes e à recomendação de produtos.
O movimento acompanha um tema que atravessou o evento. A Pesquisa Febraban apontou que 71% das instituições consideram a computação quântica relevante no curto ou médio prazo, e a agenda de cibersegurança já discute a preparação para a era pós-quântica. O Itaú se posiciona cedo nessa corrida, tratando a tecnologia como ferramenta de defesa e de personalização.
Leia também: Cobertura completa no hub. O que rolou no Dia 2.
Fontes. Convergência Digital, Itaú reforça time de computação quântica: a reportagem
#FebrabanTech2026 #ComputaçãoQuântica #Itaú #Cibersegurança #Fraude
O tamanho do time
Em entrevista concedida no Febraban Tech 2026, o head de Tecnologias Quânticas do Itaú Unibanco afirmou que o banco mantém mais de 100 pesquisadores em iniciativas quânticas, além de 10 bolsistas de doutorado e pós-doutorado.
Não é um laboratório simbólico. Cem pesquisadores é o tamanho de um departamento inteiro de tecnologia em muitas instituições financeiras do país.
Onde o banco está apostando
São três frentes declaradas. A primeira é otimização de portfólio, com artigo já publicado na revista Scientific Reports. A segunda é aprendizado por reforço para detecção de padrões de fraude. A terceira são algoritmos de machine learning quântico.
O executivo indicou que as aplicações comerciais devem aparecer por volta de 2028 e 2029, começando por simulação química e molecular, que é onde a vantagem quântica tem a demonstração mais sólida hoje.
A parte que ninguém pode adiar
Além da aposta em aplicação, o banco trabalha a preparação para as vulnerabilidades criptográficas que a computação quântica traz. Esse é o ponto que separa curiosidade de necessidade.
A lógica é de janela. Dado capturado hoje e guardado pode ser aberto depois, quando existir máquina capaz de quebrar a criptografia atual. Por isso migração para criptografia pós-quântica é projeto que precisa começar antes de a ameaça existir, e não depois.
Para arquitetura, isso significa inventariar onde está cada algoritmo criptográfico em uso, o que em banco costuma incluir sistema legado sem documentação. O trabalho de descoberta costuma ser maior que o de substituição.
Divergência de prazo registrada
Vale o registro honesto de que o horizonte não é consenso. Nesta entrevista o prazo citado foi 2028 e 2029. Em outra fala do mesmo evento, o representante da Febraban citou 2029 para as primeiras aplicações de segurança. Parte da academia aponta 2035.
A fonte também não indica em qual dia do evento a entrevista foi concedida, e a apuração não conseguiu confirmar a atribuição de dia.
