O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, afirmou no Febraban Tech 2026 que a nuvem da estatal já opera 80 petaflops e está em expansão para aplicações de inteligência artificial.
Ele citou 88 milhões de contratos de empréstimo processados com IA e 540 mil solicitações mensais no Meu INSS. E fez um alerta sobre o gargalo de fundo. “IA vai ser resultado da capacidade de inferências, e a capacidade de inferência é a capacidade energética de um país.”
Assumpção defendeu manter modelos de IA sob controle estatal, e resumiu a visão de infraestrutura pública de dados. “A IND é a soma de todos os dados que o País precisa para existir.”
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Fontes. Convergência Digital, nuvem da Dataprev: a reportagem
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Os números da nuvem estatal
Em participação no Febraban Tech 2026, o presidente da Dataprev afirmou que a nuvem da estatal já opera 80 petaflops e está em expansão para aplicações de inteligência artificial.
Os números de uso dão a escala da operação. São 88 milhões de contratos de empréstimo processados com IA e 540 mil solicitações mensais no Meu INSS. Uma atualização do chatbot Helo estava prevista para o início de setembro.
A tese de soberania
O executivo defendeu manter modelos de inteligência artificial sob controle estatal, em vez de depender de nuvem pública, e enquadrou a infraestrutura nacional de dados como base do funcionamento do Estado.
A IND é a soma de todos os dados que o País precisa para existir.
Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev
O alerta que passou despercebido no evento
A fala mais importante da participação não foi sobre nuvem nem sobre modelo. Foi sobre energia.
IA vai ser resultado da capacidade de inferências, e a capacidade de inferência é a capacidade energética de um país
Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev
Esse é o limite físico que o debate de IA no Brasil ainda trata como detalhe. Petaflop de pico não diz quanta inferência a operação sustenta ao longo do dia. O que decide isso é energia disponível, custo dela e capacidade de refrigeração do data center.
Para quem planeja capacidade, a consequência prática é que a conta de IA em escala deixa de ser só licença e hardware. Ela vira contrato de energia, o que muda o horizonte de decisão de meses para anos.
A conexão com o resto do evento
A participação da Dataprev fecha um eixo que atravessou os três dias. A ministra Esther Dweck tratou de nuvem brasileira e citou a Dataprev entre os participantes do desenvolvimento. O Serpro lançou a plataforma IA do Brasil no último dia, com dados e processamento em território nacional.
Ressalva de apuração. A matéria de origem apresenta inconsistência de data, com 28 de agosto no texto e 31 de agosto no cabeçalho, e a apuração não conseguiu confirmar em qual dia do evento a fala foi feita.
