A Marcio.AI cobre o AI Brasil Experience, 28 e 29 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

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Febraban Tech 2026: Dataprev opera nuvem de 80 petaflops e expande para IA

O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, afirmou no Febraban Tech 2026 que a nuvem da estatal já opera 80 petaflops e está em expansão para aplicações de inteligência artificial.

Ele citou 88 milhões de contratos de empréstimo processados com IA e 540 mil solicitações mensais no Meu INSS. E fez um alerta sobre o gargalo de fundo. “IA vai ser resultado da capacidade de inferências, e a capacidade de inferência é a capacidade energética de um país.”

Assumpção defendeu manter modelos de IA sob controle estatal, e resumiu a visão de infraestrutura pública de dados. “A IND é a soma de todos os dados que o País precisa para existir.”

Leia também: Cobertura completa no hub. O que rolou no Dia 2.

Fontes. Convergência Digital, nuvem da Dataprev: a reportagem

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Os números da nuvem estatal

Em participação no Febraban Tech 2026, o presidente da Dataprev afirmou que a nuvem da estatal já opera 80 petaflops e está em expansão para aplicações de inteligência artificial.

Os números de uso dão a escala da operação. São 88 milhões de contratos de empréstimo processados com IA e 540 mil solicitações mensais no Meu INSS. Uma atualização do chatbot Helo estava prevista para o início de setembro.

A tese de soberania

O executivo defendeu manter modelos de inteligência artificial sob controle estatal, em vez de depender de nuvem pública, e enquadrou a infraestrutura nacional de dados como base do funcionamento do Estado.

A IND é a soma de todos os dados que o País precisa para existir.

Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev

O alerta que passou despercebido no evento

A fala mais importante da participação não foi sobre nuvem nem sobre modelo. Foi sobre energia.

IA vai ser resultado da capacidade de inferências, e a capacidade de inferência é a capacidade energética de um país

Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev

Esse é o limite físico que o debate de IA no Brasil ainda trata como detalhe. Petaflop de pico não diz quanta inferência a operação sustenta ao longo do dia. O que decide isso é energia disponível, custo dela e capacidade de refrigeração do data center.

Para quem planeja capacidade, a consequência prática é que a conta de IA em escala deixa de ser só licença e hardware. Ela vira contrato de energia, o que muda o horizonte de decisão de meses para anos.

A conexão com o resto do evento

A participação da Dataprev fecha um eixo que atravessou os três dias. A ministra Esther Dweck tratou de nuvem brasileira e citou a Dataprev entre os participantes do desenvolvimento. O Serpro lançou a plataforma IA do Brasil no último dia, com dados e processamento em território nacional.

Ressalva de apuração. A matéria de origem apresenta inconsistência de data, com 28 de agosto no texto e 31 de agosto no cabeçalho, e a apuração não conseguiu confirmar em qual dia do evento a fala foi feita.

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