SiMa.ai capta US$ 150 milhões para chips de IA em robôs, carros e drones

Capa do Watcher com o título SiMa.ai capta US$ 150 milhões para chips de IA em robôs
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A SiMa.ai, empresa americana de chips para inteligência artificial embarcada, anunciou nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, uma Série C de US$ 150 milhões. A rodada avalia a empresa em US$ 1,45 bilhão e leva o total captado a US$ 500 milhões.

Em resumo

  • Rodada: Série C de US$ 150 milhões, liderada por Fidelity e Amplify, com Dell Technologies Capital, J.P. Morgan e AllianceBernstein.
  • Valuation: US$ 1,45 bilhão, com US$ 500 milhões captados no total.
  • Produto: o chip Modalix, de segunda geração, feito em 6 nm na TSMC e já em produção.
  • Próximo passo: chip de terceira geração com 1.000 TOPS, previsto para o primeiro semestre de 2028.
  • Clientes: Bosch, Emerson, Micron, Synopsys, TRUMPF e Intrinsic, do Google.

O que a SiMa.ai faz?

A empresa projeta chips para IA física, o termo do mercado para máquinas que enxergam e agem no mundo real: robôs, humanoides, carros e drones. O chip atual, o Modalix, roda vários modelos de visão e linguagem ao mesmo tempo no próprio equipamento, sem depender da nuvem.

Ele pode substituir módulos da Nvidia sem trocar a placa, porque usa os mesmos pinos. O software tem suporte nativo ao ROS 2, um padrão bastante usado em robótica.

Quem investiu e quanto a empresa vale?

A rodada foi liderada por Fidelity e Amplify, segundo o comunicado da empresa e o SiliconANGLE. Entraram também Dell Technologies Capital, J.P. Morgan e AllianceBernstein. A Forbes informa que a empresa tem 7 anos, cerca de 200 funcionários e quadruplicou a receita de 2024 para 2025, sem divulgar o valor.

Como a SiMa.ai se compara à Nvidia?

A comparação é com a linha Jetson, da Nvidia, que domina a IA embarcada. Segundo a própria SiMa.ai, o Modalix entrega o dobro do desempenho do Jetson Orin com um quinto do consumo de energia. O chip de terceira geração mira o dobro do Jetson Thor com 60 watts, contra 130 watts do Thor.

Esses números são da empresa e não passaram por teste independente. O argumento comercial vem do fundador Krishna Rangasayee, na Forbes: o Thor custa entre US$ 3.500 e US$ 5.000 por unidade, preço que ele considera alto demais para produção em escala.

O que isso muda para quem usa robôs e máquinas com IA?

Energia e custo por unidade decidem se um robô sai do piloto e vai para a linha de produção. Um chip mais barato e mais econômico permite colocar IA em máquinas que hoje não comportam uma placa da Nvidia.

Para a indústria no Brasil, que compra equipamentos de fornecedores como Bosch e TRUMPF, o efeito tende a chegar pela própria máquina, com mais visão computacional embarcada e menos dependência de conexão com a nuvem. A Marcio.AI acompanha esse movimento na editoria de robótica.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, Muito próximo do hype). Seção TechBiz do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


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