Microsoft sobe 37,5% no trimestre e ganha US$ 1 trilhão em valor, melhor alta desde 1998

Capa do Watcher com o título Microsoft ganha US$ 1 trilhão em um trimestre
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A ação da Microsoft subiu 37,5% no trimestre de julho a setembro de 2026, a maior alta trimestral desde 1998. A empresa somou cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado no período, segundo a Quartz. A Bloomberg tratou o resultado, em reportagem de 1º de outubro, como sinal de que a aposta do mercado em IA não perdeu fôlego. A virada começou no balanço de 29 de julho, com o Azure crescendo 43%.

Em resumo

  • Alta: 37,5% de julho a setembro, a maior desde 1998, com cerca de US$ 1 trilhão a mais em valor.
  • Gatilho: balanço de 29 de julho, com Azure crescendo 43% e passando de US$ 100 bilhões de receita anual.
  • O dia da virada: alta de 16% num pregão só, com cerca de US$ 450 bilhões de valor somados.
  • No ano: mesmo assim, a ação acumula só 6,1% em 2026, contra 20% do Nasdaq 100.
  • Diferença para a Meta: a alta da Microsoft veio de receita já registrada. A da Meta veio da expectativa com o Muse.

O que fez a Microsoft subir tanto?

O ponto de partida foi o balanço do quarto trimestre fiscal, divulgado em 29 de julho. A Microsoft reportou receita de US$ 90 bilhões, alta de 18%. O Azure e os demais serviços de nuvem cresceram 43%, e o Azure passou de US$ 100 bilhões de receita anual pela primeira vez. A Microsoft Cloud faturou US$ 59,3 bilhões no trimestre. O Microsoft 365 Copilot chegou a mais de 30 milhões de assentos pagos. E a carteira de contratos comerciais ainda não reconhecidos subiu 84%, para US$ 678 bilhões.

No pregão seguinte, a ação subiu 16%, a maior alta diária em quase duas décadas, segundo a Quartz, e somou cerca de US$ 450 bilhões de valor num dia. Crypto Briefing registra a alta do trimestre entre 37,5% e 39%, conforme o ponto de medição. Quartz, TipRanks e CoinCentral trazem os 37,5%.

Por que a alta foi uma reversão?

Em junho, a ação teve o pior mês em cerca de 25 anos, com dúvidas sobre o retorno do gasto em data centers. A Quartz resume a virada: os investidores perceberam que tinham subestimado a empresa, e boa parte da alta foi a correção desse erro. Por isso, mesmo depois do trimestre recorde, a Microsoft acumula só 6,1% no ano, contra 20% do Nasdaq 100.

Um argumento pesa a favor da Microsoft. Entre as grandes que mais gastam com IA, Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft, ela é a única cujo fluxo de caixa livre anual não ficou negativo, segundo a Quartz e o TipRanks. Brad Reback, da Stifel, disse que a empresa “claramente virou a esquina” na questão da rentabilidade da IA.

O que dizem os analistas?

O Wells Fargo elevou o alvo de US$ 700 para US$ 725, citando a posição da empresa em toda a pilha de IA, segundo a CoinCentral. A ação negocia a cerca de 25 vezes o lucro esperado, abaixo da média de dez anos, de 27 vezes. As contagens de recomendações variam conforme a base: o TipRanks lista 34 compras e 1 manutenção entre 35 analistas, e a CoinCentral fala em 72 analistas, com todos menos três recomendando compra e nenhuma venda.

Como isso se liga à Meta?

O post “Ação da Meta sobe 27% em setembro, melhor mês desde 2022”, deste mesmo Watcher, mostra a outra face do mesmo fenômeno. Nos dois casos, o mercado premiou a IA. A diferença está no que foi premiado. Na Microsoft, foi receita já entregue, com nuvem, Copilot e contratos assinados. Na Meta, foi um produto de consumo com três semanas de vida e ainda sem número de receita. A alta da Microsoft é mais lenta de desfazer, porque está apoiada em balanço.

O que muda para empresas brasileiras?

Para as empresas brasileiras que rodam em Azure ou usam Microsoft 365, o dado relevante é a carteira de US$ 678 bilhões em contratos. Demanda contratada desse tamanho significa capacidade disputada. Na prática, quem vai renovar contrato de nuvem ou negociar licenças de Copilot nos próximos meses tende a encontrar um fornecedor com menos pressão para dar desconto. Vale antecipar a negociação e comparar com outras nuvens antes da renovação.

O que observar nas próximas semanas

A tese é que a Microsoft trocou a dúvida sobre o gasto com IA por uma cobrança de crescimento. Três sinais até novembro. O primeiro é o balanço do primeiro trimestre fiscal de 2027, previsto para o fim de outubro ou começo de novembro, quando analistas esperam o Azure perto de 45% em moeda constante, segundo o Crypto Briefing. O segundo é a conferência Ignite, em novembro. O terceiro é a nova divisão em dois segmentos, agentes e infraestrutura de um lado, dispositivos e consumo do outro, que começa a valer no ano fiscal de 2027. Se o Azure desacelerar abaixo de 40%, a alta do trimestre fica exposta.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção TechBiz do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


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