IDC: humanoides entregues sobem 432% no 1º semestre, com AgiBot na liderança

Capa do Watcher com o título Humanoides entregues sobem 432% no semestre
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A IDC publicou em 29 de setembro de 2026 que o mundo recebeu cerca de 25 mil robôs humanoides no primeiro semestre, alta de 432,1% sobre o mesmo período de 2025. A receita passou de US$ 740 milhões, alta de 322,7%. Fabricantes chineses responderam por mais de 95% das unidades, e a AgiBot ficou na liderança com cerca de 8.600 robôs.

Em resumo

  • Volume: cerca de 25 mil humanoides no primeiro semestre de 2026, alta de 432,1% em um ano, segundo a IDC.
  • Receita e preço: mais de US$ 740 milhões. Na conta da Forbes, o preço médio caiu de cerca de US$ 37 mil para US$ 29,6 mil por unidade.
  • Quem lidera: AgiBot com cerca de 8.600 unidades e 35% do mercado, seguida por Unitree, Booster, UBTech e Leju.
  • Onde estão: a China comprou mais de 19 mil unidades, 77,9% do total. Fabricantes chineses fizeram mais de 95% das entregas.
  • Ressalva: outras duas casas de pesquisa contam números diferentes para o mesmo semestre. A comparação só vale dentro da mesma fonte.

O que a IDC mediu?

O relatório vem do rastreador global de humanoides da IDC e foi assinado por Lily Li, gerente de pesquisa da IDC China. A China, como mercado comprador, recebeu mais de 19 mil unidades, alta de 426,3%. Isso equivale a 77,9% do total. Olhando para quem fabrica, as marcas chinesas passam de 95%.

A receita cresceu menos que o volume: 322,7% contra 432,1%. A diferença é o preço. Dividindo US$ 740 milhões por 25 mil unidades, o preço médio fica perto de US$ 29,6 mil. A Forbes calculou cerca de US$ 37 mil para o primeiro semestre de 2025. É uma queda de um quinto em doze meses, puxada por robôs menores e mais baratos.

A IDC projeta mais de 750 mil unidades por ano em 2030. Para Lily Li, quem fechar mais rápido o ciclo entre tecnologia, dados, engenharia e cenário de uso vai sair na frente.

Quem vendeu mais?

A Forbes publicou o ranking com base nos dados da IDC. A AgiBot lidera com cerca de 8.600 unidades e 35% do mercado global. A Unitree vem em segundo, com cerca de 5 mil. Depois aparecem Booster Robotics, com cerca de 1.000, UBTech com cerca de 900, Leju com 460, Galbot com 400, Astribot com 340, Fourier com 320 e Galaxea AI com 260. A americana Figure AI entregou algumas dezenas.

Os saltos anuais mais fortes foram da UBTech, perto de 1.900%, da Astribot, cerca de 1.400%, e da AgiBot, cerca de 1.000%.

Para que servem os robôs entregues?

Aqui está o dado que mais pesa para quem compra. Segundo a IDC, 69% das unidades foram para usos sem produção direta: pesquisa, educação, apresentações e centros de dados de governo. Em 2025 essa fatia era de 83,8%. Os outros 31% foram para indústria, varejo, logística, turismo e casa.

A fatia produtiva cresce, mas ainda é minoria. A maior parte dos humanoides vendidos no mundo continua em laboratório, sala de aula, palco ou centro de coleta de dados.

Por que os números não batem entre as consultorias?

Três casas mediram o mesmo semestre e chegaram a números diferentes. A Smart Analytics Global, em 10 de agosto, contou 19,1 mil unidades, alta de 272%, com a AgiBot em primeiro com 8.400 robôs e 44%, a Unitree com 5.900 e 31%, e fabricantes chineses com 97%. A Counterpoint Research, citada pela Robotics and Automation News em 18 de setembro, contou mais de 22 mil unidades e deu à AgiBot cerca de 9.700 robôs e mais de 43%.

A maior divergência está no uso. A IDC põe 69% das unidades em usos não produtivos e inclui ali os centros de dados de governo. A SAG diz que aplicações industriais e comerciais já passam de 70%. As duas leituras não cabem no mesmo mercado sem taxonomias diferentes. O Yicai, ao comparar IDC e SAG, também mostrou a distância na fatia chinesa: 77,9% para a IDC, que mede o país comprador, e mais de 97% para a SAG.

A conclusão prática é simples. Todas as casas concordam que a AgiBot passou a Unitree, que o volume mais que triplicou e que a China domina. Para crescimento e participação, use os números de uma casa só.

O que muda para o mercado?

A posição da Marcio.AI: o preço caindo mais rápido que a receita mostra uma corrida de volume, liderada por robôs compactos. Ganham as chinesas que já fabricam em escala e conseguem vender abaixo de US$ 30 mil. Perdem as americanas que ainda entregam dezenas de unidades.

O dado de uso dá munição ao regulador chinês. O post irmão deste lote, “China cria três critérios para IPO de humanoides”, explica por que Pequim agora cobra receita com pedido firme. Com 69% das unidades fora da produção, poucas empresas conseguem mostrar isso.

A demanda também puxa os chips de borda. A Marcio.AI cobriu em SiMa.ai capta US$ 150 milhões para chips de IA em robôs, carros e drones a aposta de quem fornece o processamento embarcado.

E no Brasil?

O primeiro humanoide de venda ampla anunciado para o país também é chinês. A Exame informou em agosto que a Chery, pela divisão AiMOGA, vai levar o humanoide Mornine às concessionárias Omoda e Jaecoo a partir do quarto trimestre de 2026, com homologação na Anatel prevista até o fim do ano. Com 95% das entregas globais vindo da China, o comprador brasileiro vai negociar quase só com fornecedor chinês. A queda de preço barateia pilotos, mas o contrato precisa prever peças, suporte local e atualização de software.

O que observar nas próximas semanas

Três sinais. O primeiro é o número anual de 2026: a SAG prevê cerca de 60 mil unidades e a Counterpoint mais de 50 mil. Se o segundo semestre repetir o primeiro, a IDC fica perto disso. O segundo é a fatia produtiva no próximo relatório da IDC, que precisa passar de 31% para validar a tese comercial. O terceiro é a homologação do Mornine na Anatel até dezembro.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção TechBiz do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


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