O Open Finance brasileiro chegou a 220 milhões de consentimentos aceitos no fim de junho de 2026, um crescimento de dez vezes em um ano, com meta de alcançar 300 milhões de permissões.
O painel do primeiro dia reuniu Febraban, Associação Open Finance Brasil, Banco do Brasil, Nubank, Banco Central e Santander. O recado foi de virada de fase. “Temos que sair da visão da escala de tecnologia para a escala de geração de valor para o cliente.”
Janaína Attie, do Banco Central, marcou o amadurecimento do ecossistema. “O Open Finance cresceu, não é mais questão de colocar uma infraestrutura de pé. Lá no começo, o grande desafio era a interoperabilidade.” O desafio agora é qualidade de dado e governança.
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Fontes. Site oficial do evento, painel de Open Finance: febrabantech.com
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Os números do Open Finance
O painel “Open Finance em escala: do compartilhamento de dados à orquestração de ecossistemas” aconteceu no primeiro dia do evento e trouxe o balanço do sistema.
Foram 220 milhões de consentimentos aceitos no fim de junho de 2026, distribuídos em 120 milhões de contas. O crescimento foi de dez vezes em um ano. A meta declarada é chegar a 300 milhões de permissões.
A virada de fase
O tom do painel foi de mudança de etapa. A infraestrutura deixou de ser o problema e o desafio passou a ser o uso.
O Open Finance cresceu, não é mais questão de colocar uma infraestrutura de pé. Lá no começo, o grande desafio era a interoperabilidade, pois precisávamos fazer as instituições se comunicarem umas com as outras
Janaína Attie, consultora do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central
Hoje temos mais visibilidade dos problemas, conseguimos enxergar o que precisa ser resolvido.
Janaína Attie, Banco Central do Brasil
Um dos participantes resumiu a direção com a frase que ficou do painel. Temos que sair da visão da escala de tecnologia para a escala de geração de valor para o cliente.
O ponto que segue em aberto
A terceira questão levantada foi a mais difícil, e é de desenho e não de tecnologia.
E o terceiro ponto é justamente essa relação tão nova e complexa de equilíbrio entre regulação e governança. São pares que têm de andar de mãos dadas, mas é algo muito novo, que terá todo um processo de amadurecimento pela frente
Janaína Attie, Banco Central do Brasil
Para quem constrói sistema, 220 milhões de consentimentos significam volume de chamada de API, janela de renovação e tratamento de revogação em escala. Consentimento não é um registro estático. Ele nasce, expira, é renovado e é revogado, e cada um desses eventos precisa refletir em todos os sistemas que usam aquele dado.
O painel reuniu Febraban, Associação Open Finance Brasil, Banco do Brasil, Nubank, Banco Central e Santander Brasil, com mediação de Ivo Mósca, diretor executivo de inovação, produtos e segurança da Febraban.
