A Marcio.AI cobre o AI Brasil Experience, 28 e 29 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

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OpenAI acelera rodada de US$ 30 bi para fechar antes do IPO da Anthropic (não confirmado)

Capa do Watcher com o título OpenAI corre para captar antes da Anthropic
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A rodada que a OpenAI negociava desde setembro ganhou prazo. Segundo a Reuters, que ouviu duas pessoas a par do assunto, a empresa quer fechar compromissos de cerca de US$ 30 bilhões antes da estreia da Anthropic na bolsa, prevista para meados de novembro. A rodada pode avaliar a OpenAI em mais de US$ 1,4 trilhão. O SoftBank, a MGX de Abu Dhabi e outros acionistas atuais estão nas conversas. Nada foi assinado. OpenAI e SoftBank não quiseram comentar, e Anthropic e MGX não responderam de imediato.

Em resumo

  • O que mudou: em 30/09 a Marcio.AI noticiou o início das conversas, segundo a Bloomberg. Agora a Reuters diz que a OpenAI acelerou o processo para fechar antes do IPO da Anthropic.
  • Quem negocia: SoftBank, MGX e outros acionistas atuais. Na semana anterior à reportagem, a OpenAI se reuniu com fundos long-only e fundos soberanos.
  • O motivo: os dois laboratórios disputam os mesmos investidores. A OpenAI quer fixar seu preço antes que a Anthropic, já listada, vire a régua de comparação.
  • O pano de fundo: empresas do índice de semicondutores da Filadélfia perderam US$ 1,6 trilhão em valor de mercado em menos de duas semanas, e várias listagens ligadas à IA foram adiadas.
  • Status: informação da Reuters, sem confirmação da OpenAI. A Bloomberg já havia publicado os números da rodada em 29 de setembro.

O que a Reuters revelou?

A reportagem saiu na noite de 19 de outubro, assinada por Echo Wang, Sabrina Valle e Krystal Hu. Valor e avaliação repetem o que a Bloomberg publicou em setembro. A novidade é o prazo. Segundo as fontes da Reuters, a rodada deve andar mais rápido do que o normal para um negócio desse tamanho, e a meta é ter os compromissos antes que a Anthropic precifique as ações.

Na semana anterior, a OpenAI se reuniu com fundos long-only, que só compram ações para manter, e com fundos soberanos. No mesmo período a Anthropic fez o seu dia do investidor, em 14 de outubro segundo o Tech Funding News. O argumento da OpenAI, segundo uma das fontes, é que o crescimento acelerou depois do lançamento do GPT-6 Astra. A empresa também disse a investidores que cortou o preço dos modelos mais baratos, que isso aumentou o uso e que pode cortar mais. Os números de receita que ela apresenta já foram tratados pela Marcio.AI em 10 de outubro.

Investidores ouvidos pela Reuters dão dois motivos para a pressa. A OpenAI precisa de dinheiro para seus compromissos de infraestrutura. E quer reforçar o caixa caso um mercado de IPOs mais fraco atrase a listagem própria, planejada para 2027.

Por que a pressa tem a ver com a Anthropic?

Uma das fontes disse à Reuters que a OpenAI quer fechar a rodada antes que os documentos financeiros da Anthropic deem aos investidores uma visão completa e permitam comparação direta. Depois do IPO, essas informações podem levar investidores a pressionar a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, sobre crescimento e perspectivas.

A comparação já incomoda. A OpenAI acusa a Anthropic de inflar a receita ao contar o valor bruto de contratos vendidos por nuvens parceiras. A Anthropic diz seguir práticas contábeis estabelecidas. E a própria Anthropic enfrenta dúvida sobre preço. Ela quer estrear valendo US$ 2 trilhões, mas alguns investidores atuais e potenciais defendem algo perto de US$ 1,5 trilhão, depois de um terceiro trimestre abaixo do esperado, segundo a Reuters. O balanço desse trimestre, com receita de US$ 16,8 bilhões, foi coberto pela Marcio.AI em 15 de outubro.

Edward Best, copresidente da área de mercado de capitais do escritório Willkie Farr & Gallagher, falou em tese, sem participar do negócio. “A OpenAI pode querer definir a própria avaliação sem ter que se preocupar com uma comparação”, disse à Reuters. E completou: “É uma corrida de dois cavalos quando se fala em ser uma empresa aberta.”

Quem mais aparece na fila de investidores?

O Tech Funding News cita uma reportagem da Bloomberg de 5 de outubro. Fundos dos Emirados Árabes Unidos discutiram investir até US$ 10 bilhões somados, e a BlackRock e o fundo patrimonial da Universidade da Califórnia também estariam em conversa. Segundo o mesmo veículo, a OpenAI trata US$ 1,4 trilhão como preço fixo antes do aporte e ainda não escolheu um investidor líder. Nenhum desses nomes foi confirmado pelas empresas.

A conta de múltiplo é do Tech Funding News: a US$ 1,4 trilhão, a OpenAI valeria cerca de 28 vezes a receita anualizada de US$ 50 bilhões que apresenta. A 24/7 Wall St. lembra quem está dos dois lados. A Amazon se comprometeu a pôr até US$ 50 bilhões na rodada de março da OpenAI e registrou ganho de US$ 53,4 bilhões antes de impostos no segundo trimestre, principalmente com a participação na Anthropic.

Como chegamos até aqui?

Em março de 2026, a OpenAI captou US$ 122 bilhões e foi avaliada em US$ 852 bilhões, a maior rodada privada do Vale do Silício até então. Em setembro, Sam Altman descartou abrir capital em 2026. Em 29 de setembro, a Bloomberg informou as conversas para captar ao menos US$ 30 bilhões a cerca de US$ 1,4 trilhão antes do aporte, depois de uma ideia inicial de US$ 1,2 trilhão, segundo o Quartz. A Marcio.AI registrou essa etapa em 30 de setembro.

Em outubro o calendário apertou. A Anthropic levou a investidores os números do terceiro trimestre, definiu regras de governança para a listagem, como a reserva de ações para um fundo de benefício público, e mira a estreia em meados de novembro. A OpenAI respondeu com a corrida descrita pela Reuters.

O que joga contra a rodada?

O mercado está pior do que em março. A Reuters cita juros de títulos em alta, petróleo volátil e investidores olhando com lupa a dívida que financia data centers. As ações e os títulos da CoreWeave caíram forte na semana anterior, com quase US$ 50 bilhões em empréstimos sob análise. O índice de semicondutores da Filadélfia perdeu US$ 1,6 trilhão em menos de duas semanas. O Nexus da semana de 12 a 18 de outubro resume esse movimento.

A fila de IPOs também travou. O AirTrunk REIT, apoiado pela Blackstone, a Firmus, apoiada pela Nvidia, e a SB Energy, do SoftBank, retiraram ou pausaram suas ofertas. A Holtec, de serviços nucleares, desistiu da listagem nos EUA em setembro e falou em “tempestade perfeita”, puxada pela incerteza sobre a demanda de data centers. Segundo a Reuters, outras empresas preferiram esperar a Anthropic estrear antes de ir ao mercado.

O que observar nas próximas semanas

A tese da Marcio.AI: se a OpenAI fechar os compromissos antes da precificação da Anthropic, os US$ 1,4 trilhão viram a referência privada do setor. Se a Anthropic estrear perto de US$ 1,5 trilhão, e não de US$ 2 trilhões, a OpenAI terá comprado com a pressa um preço que a bolsa não confirmou. Quem ganha nesse caso é quem assinou cedo. Quem perde é quem entrar na rodada depois do IPO.

Quatro sinais até o fim de novembro. Um anúncio oficial da rodada, com valor, avaliação e investidor líder. A confirmação ou o desmentido de SoftBank e MGX. A faixa de preço da Anthropic no prospecto final, entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2 trilhões. E a volta das empresas que pausaram a listagem, como a SB Energy, depois da estreia da Anthropic.

Fontes

Rating Marcio.AI: 5/5 (Global, Totalmente relevante, No centro do hype). Seção TechBiz do Watcher.

#MarcioAI #OpenAI #Anthropic #IPO #VentureCapital #SoftBank

Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


Leia também: OpenAI negocia captar US$ 30 bilhões a US$ 1,4 trilhão e deixa o IPO para 2027 e Anthropic mostra a investidores receita de US$ 16,8 bi no trimestre.

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