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Boston Dynamics põe Rohit Prasad, ex-chefe de IA da Amazon, no comando para vender o Atlas

Capa do Watcher com o título Ex-chefe de IA da Amazon assume a Boston Dynamics
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A Boston Dynamics anunciou em 6 de outubro que Rohit Prasad, ex-vice-presidente sênior e cientista-chefe da Alexa e de inteligência artificial geral na Amazon, é o novo CEO. Ele assumiu em 7 de outubro no lugar de Amanda McMaster, diretora financeira que ocupava o cargo de forma interina desde a saída de Robert Playter, em fevereiro. A tarefa é transformar o Atlas, humanoide ainda em desenvolvimento, em produto que a Hyundai possa pôr na linha de montagem a partir de 2028.

Em resumo

  • Quem é: 12 anos na Amazon, onde ajudou a construir a Alexa e depois liderou os modelos Nova. Antes, quase 14 anos na Raytheon BBN, com pesquisa em aprendizado de máquina.
  • Sucessão: é o terceiro CEO da empresa, fundada em 1992. O cargo estava sem titular desde fevereiro, e outros executivos saíram no período, entre eles o CTO Aaron Saunders.
  • Dono: a Hyundai controla a empresa desde 2021 e, em julho de 2026, comprou a fatia restante do SoftBank, perto de 10%, por cerca de US$ 325 milhões.
  • Meta industrial: capacidade para fabricar 30 mil Atlas por ano até 2028 e uso na fábrica da Hyundai perto de Savannah, na Geórgia, a partir de 2028.
  • Leitura: a Hyundai escolheu um executivo que levou IA a centenas de milhões de casas. O teste agora é de produto e escala.

Quem é Rohit Prasad?

Prasad passou 12 anos na Amazon. Foi vice-presidente sênior e cientista-chefe da Alexa e de inteligência artificial geral, ajudou a levar o assistente a centenas de milhões de casas e depois liderou a família de modelos Nova, usada por empresas, segundo o comunicado da Boston Dynamics. Antes, passou quase 14 anos na Raytheon BBN Technologies, em Cambridge, com aprendizado de máquina e reconhecimento de fala para governo e clientes comerciais. Mora na região de Boston há mais de 25 anos.

“A Boston Dynamics está numa posição única para avançar a IA física”, disse Prasad no comunicado. Jaehoon Chang, vice-presidente do Grupo Hyundai e presidente do conselho da Boston Dynamics, falou em levar a empresa a uma “nova era de IA física no mundo real”. Prasad deve entrar no conselho depois do processo de aprovação.

Por que a troca agora?

Robert Playter deixou o cargo em fevereiro, depois de seis anos como CEO e mais de 30 anos na empresa. Ele conduziu a passagem de laboratório de pesquisa para negócio comercial, com o Spot, o Stretch e o Atlas, segundo o Manufacturing Dive. A presidência interina ficou com a diretora financeira, Amanda McMaster.

A transição teve baixas. Em maio, a Semafor informou que os diretores de operações e de estratégia saíram depois de Playter, junto com pesquisadores e engenheiros seniores. Ex-funcionários disseram sentir pressão para integrar dezenas de milhares de humanoides às fábricas da Hyundai, segundo o Manufacturing Dive. A Bloomberg incluiu o CTO Aaron Saunders entre as saídas, de acordo com o Quartz.

Quanto da empresa a Hyundai controla?

O número de 80% que circula está desatualizado. A Hyundai comprou 80% da Boston Dynamics do SoftBank em 2021, por cerca de US$ 880 milhões, segundo o Dealroom. Aumentos de capital posteriores diluíram o SoftBank. Em julho de 2026, o SoftBank exerceu uma opção de venda prevista para o caso de a empresa não abrir capital em cerca de quatro anos. A Bloomberg Law informou uma fatia de 9,9% por cerca de US$ 325 milhões. O Dealroom fala em 9,65%. O Manufacturing Dive diz que a Hyundai virou dona única em julho.

A avaliação implícita também varia entre as fontes. O Quartz fala em cerca de US$ 3,3 bilhões e o Dealroom em cerca de US$ 3,4 bilhões, contra US$ 1,1 bilhão na compra de 2021. A diferença sai da fatia usada na conta: US$ 325 milhões divididos por 9,9% dão cerca de US$ 3,3 bilhões, e divididos por 9,65%, cerca de US$ 3,4 bilhões.

Qual é o plano para o Atlas?

Em janeiro, na CES, a Hyundai anunciou a meta de fabricar 30 mil Atlas por ano até 2028, segundo o Axios. O Boston Globe também cita a fábrica com essa capacidade. Os robôs começam a trabalhar em 2028 na Metaplant perto de Savannah, na Geórgia, que monta os elétricos e híbridos Ioniq 5 e Ioniq 9. A primeira tarefa é sequenciar peças. Montar componentes do carro fica para 2030. A Hyundai tem parcerias com Google DeepMind e Nvidia para o robô.

Há um segundo número em circulação. O Manufacturing Dive cita o plano de usar 25 mil Atlas nas fábricas da Hyundai e da Kia. Os 30 mil são capacidade anual de produção. Os 25 mil são unidades em uso nas fábricas do grupo.

O Atlas já saiu do palco. Em setembro, a empresa abriu um centro de aplicação de robótica na Metaplant para treinar pessoal e integrar o robô à produção. Na semana anterior ao anúncio, mostrou uma mão nova de quatro dedos, feita para simulação e aprendizado por reforço, segundo o The Robot Report. A Boston Dynamics também planeja gastar US$ 100 milhões para ampliar as instalações em Waltham, Massachusetts.

Como chegamos até aqui?

A Boston Dynamics nasceu em 1992 como spin-off do laboratório de pernas do MIT. O fundador, Marc Raibert, comandou até 2020. Playter assumiu e ficou até fevereiro de 2026. A Hyundai entrou em 2021. Em janeiro de 2026, o Atlas elétrico de quinta geração apareceu na CES e a produção comercial começou em Waltham, segundo o Dealroom. Em julho, o Atlas entregou a bola de um jogo da Copa do Mundo em East Rutherford, Nova Jersey. No começo de outubro, a Marcio.AI registrou a mão de quatro dedos do Atlas no mesmo post sobre o crédito de US$ 30 bilhões da Tesla.

O que isso muda para a indústria?

A Runtime Wire resumiu o teste de Prasad: saber se o desempenho técnico vira trabalho confiável e repetível, pelo qual o cliente paga para ampliar. A Boston Dynamics domina a mecânica do robô há três décadas. A escolha de um executivo de IA de consumo e de modelos de base indica que a Hyundai vê o próximo passo no software que ensina tarefas novas ao robô.

Para montadoras e fornecedores de autopeças no Brasil, o calendário da Hyundai serve de régua. O caso tem tarefa, prazo e volume públicos: sequenciamento de peças em 2028 e montagem em 2030, numa fábrica de carros. Quem planeja automação de linha ganha um caso real para acompanhar antes de comprar humanoide.

O que observar nas próximas semanas

A tese da Marcio.AI: Prasad vai levar para a Boston Dynamics a lógica de modelo de base, e o primeiro sinal concreto será uma parceria nova ou um modelo próprio de IA física em até seis meses. Ganha a Hyundai, que passa a ter no comando alguém com experiência de lançar IA em escala. O risco é a pressão por prazo, que já custou executivos em 2026. Sinais para conferir: as primeiras trocas na equipe de liderança, a confirmação de Prasad no conselho, clientes do Atlas fora do grupo Hyundai, já que a empresa planeja explorar outros setores no ano que vem, e o painel de Brendan Schulman, vice-presidente de políticas da empresa, na RoboBusiness 2026, em 20 e 21 de outubro.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção TechBiz do Watcher.

#MarcioAI #BostonDynamics #Humanoides #Hyundai #IAFisica #Robotica

Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


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