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Nvidia renova recorde e fica a cerca de 4% de valer US$ 6 trilhões

Capa do Watcher com o título Nvidia volta ao recorde e mira US$ 6 trilhões
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A ação da Nvidia fechou a segunda-feira, 5 de outubro de 2026, a US$ 238,90, alta de 2,12% e primeiro recorde desde maio. Durante o pregão chegou a US$ 240,10. A empresa passou a valer cerca de US$ 5,78 trilhões, segundo o Seoul Economic Daily, e fica a uns 4% de ser a primeira companhia de US$ 6 trilhões. A alta juntou três fatos da semana: a recompra extra de US$ 150 bilhões, a volta da Nvidia ao posto de ação preferida de chips do Morgan Stanley e o faturamento recorde da Foxconn.

Em resumo

  • Recorde: US$ 238,90 no fechamento de 05/10, máxima de US$ 240,10 no dia e valor de mercado perto de US$ 5,78 trilhões.
  • Distância: cerca de 4%, o equivalente a uns US$ 249 por ação, segundo o 24/7 Wall St.
  • Gatilhos: recompra extra de US$ 150 bilhões em 28/09, Morgan Stanley com alvo de US$ 300 em 02/10 e dado de emprego fraco nos EUA.
  • Contraste: no ano a Nvidia sobe 28,4%, enquanto o ETF de semicondutores SOXX sobe cerca de 96%.
  • Opções: o mercado de opções dá cerca de 50% de chance de US$ 6 trilhões até o fim de outubro, segundo a CNBC.

O que levou a Nvidia ao recorde?

O primeiro fator foi a recompra. Em 28 de setembro a Nvidia anunciou mais US$ 150 bilhões para recomprar ações. Com isso a autorização restante chegou a US$ 235 bilhões, para uso até o ano fiscal de 2028, segundo o comunicado da empresa. “Nossa geração de caixa nos dá capacidade de investir em tecnologia e devolver capital aos acionistas”, disse Jensen Huang no texto.

O segundo foi o Morgan Stanley. Em 2 de outubro o analista Joseph Moore devolveu a Nvidia ao posto de ação preferida de chips do banco, com recomendação acima da média do mercado e preço-alvo de US$ 300, segundo o 24/7 Wall St. e o Seoul Economic Daily. Ele citou uma avaliação “muito pouco exigente”. Segundo o investingLive, o banco também disse que o gargalo da infraestrutura de IA está saindo da oferta de chips e indo para energia e terreno para data centers. O BNP Paribas subiu o alvo de US$ 285 para US$ 345, segundo o Invezz.

O terceiro foi a Foxconn, que monta os racks de servidores da Nvidia e divulgou faturamento recorde no mesmo dia. Os números estão no post “Foxconn fatura recorde de US$ 95,4 bilhões no trimestre com servidores de IA”. Por fim, o dado de emprego dos EUA saiu fraco: 29 mil vagas em setembro, contra 90 mil esperadas. Isso reduziu a aposta em alta de juros em outubro, segundo o Yahoo Finance.

Há divergência no tamanho da recompra?

Há. Um texto do ROIC.ai publicado em 28 de setembro afirmou que a manchete de US$ 235 bilhões exagerava e citou um acréscimo de US$ 80 bilhões aprovado em maio. O comunicado oficial da Nvidia, da mesma data, confirma os dois números: US$ 150 bilhões novos e US$ 235 bilhões disponíveis no total. Um ponto do ROIC.ai vale guardar: autorização é teto, e a empresa não se obriga a gastar tudo.

Por que a Nvidia sobe menos que o setor?

Este é o dado que a manchete esconde. A Nvidia sobe 28,4% em 2026. O ETF SOXX, que reúne as empresas de semicondutores, sobe cerca de 96%, segundo o investingLive e o 24/7 Wall St. O dinheiro correu para quem estava mais barato e para os gargalos: memória, óptica, equipamentos e encapsulamento. A AMD, por exemplo, passou de US$ 1 trilhão em setembro, tema do post “AMD vai ampliar muito a oferta de chips em 2027, diz Lisa Su em Taipé”.

Os números da Nvidia seguem fortes. A receita do segundo trimestre fiscal foi de US$ 96,2 bilhões, alta de 105,85%, e a projeção para o trimestre atual é de cerca de US$ 108 bilhões, segundo o 24/7 Wall St. A relação entre preço e lucro está em 30,2 vezes, contra mediana de 55,92 vezes em cinco anos, segundo o GuruFocus. Há também o peso. A Nvidia já responde por cerca de 13% do Nasdaq e 8% do S&P 500, segundo o Crypto Briefing.

O que isso muda para o investidor brasileiro?

Quem tem fundo ou ETF que replica o Nasdaq 100 ou o S&P 500 já carrega uma posição grande em Nvidia sem escolher. Com 13% do Nasdaq numa só empresa, a cota passa a depender do humor sobre IA. Para quem compra infraestrutura no Brasil, a fala do Morgan Stanley pesa mais. Se o limite vira energia e terreno, o país, com matriz elétrica limpa e projetos de data center em andamento, entra na conta de quem procura onde instalar capacidade.

O que observar nas próximas semanas

A tese da Marcio.AI: a Nvidia passa de US$ 6 trilhões até o balanço de 18 de novembro se a TSMC confirmar demanda firme em 15 de outubro, mas continua atrás do índice de chips em 2026. Sinais para conferir. O resultado da TSMC em 15 de outubro. O preço de US$ 249 por ação, que marca os US$ 6 trilhões. O juro de 10 anos dos EUA, que chegou a 5,347%, maior nível desde abril de 2002, segundo o Seoul Economic Daily. E o processo de ex-engenheiros da Groq contra o acordo de US$ 20 bilhões com a Nvidia, tratado no post “Ex-engenheiros da Groq processam o conselho pelo acordo de US$ 20 bilhões com a Nvidia”.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção TechBiz do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


Leia também: Óptica e equipamentos para IA puxam alta dos chips e Micron fatura US$ 54,2 bilhões no trimestre.

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