O painel mais incomum do Febraban Tech 2026 não teve um humano na moderação. Quem conduziu o debate foi a robô Ameca, que estreava na função e provocou a plateia logo no começo.
O painel juntou quatro executivos humanos e cinco robôs no Auditório Imersão. Além de Ameca, falaram no palco os robôs Tobias, Troy, Pepper e Bia. Foram 58 blocos de fala da moderadora ao longo da sessão, o que faz dela o registro mais incomum de todo o evento.
Ameca assumiu a função avisando que era novidade para ela também, e pedindo paciência com os painelistas humanoides e com a própria estreia. Mais adiante, cutucou a plateia lembrando que durante décadas os humanos perguntaram quando os robôs chegariam, e sugerindo que a pergunta agora é outra.
O contraponto que salvou o painel de virar só atração veio do futurista Gil Giardelli. Sobre trabalho, foi direto ao dizer que todo trabalho é nobre, mas nem todo trabalho cabe mais no século XXI, e que o repetitivo sem prazer deve ser substituído para liberar o pensamento humano.
E cutucou uma ferida nacional. Todos os robôs daquele palco eram de outros países. A pergunta que ele deixou foi sobre a indústria brasileira e sobre quando o país vai acordar para os empregos que estão surgindo aí.
O painel foi o item mais fotografado do evento e o único sem conexão direta com um produto bancário. A distância entre a atenção que recebeu e a substância que entregou é, ela mesma, uma observação sobre o momento da IA.
O relatório completo traz as falas na íntegra e o registro do painel do começo ao fim.
O texto completo cobre: Uma robô conduzindo o debate, O recado humano por trás do espetáculo e A leitura.
Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.
