Perplexity Computer ganha automações para tarefas contínuas de agentes

Capa do Watcher com o título Perplexity põe o agente para rodar sozinho
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A Perplexity lançou em 29 de setembro de 2026 as Automations no Perplexity Computer, seu agente na nuvem. Com elas, o agente passa a trabalhar sozinho a partir de um horário ou de um evento, como um e-mail no Gmail ou uma mensagem no Slack, e lembra o que fez nas execuções anteriores. É o terceiro lançamento da semana na mesma direção, depois dos dots da OpenAI e do Manus 2.0.

Em resumo

  • O que é: Automations, recurso do Perplexity Computer para trabalho contínuo, disparado por agenda ou por evento.
  • Gatilhos: horário fixo ou eventos no Slack, Gmail, Outlook, Linear e GitHub, com condições para filtrar quando o agente roda.
  • Memória: o agente guarda o histórico das execuções e retoma de onde parou, sem precisar de um pedido novo.
  • Controle: o usuário define quais ações exigem revisão humana e o administrador controla as permissões dos conectores.
  • Custo: a Perplexity diz que os créditos só são consumidos quando a automação roda. Não publicou tabela nova de preços.

O que a Perplexity lançou?

Até aqui, o Computer tinha tarefas agendadas por horário. As Automations substituem esse recurso e acrescentam gatilhos por evento. Um exemplo do anúncio: toda vez que uma decisão é registrada num canal do Slack, o agente atualiza o registro de decisões do projeto. Outro: quando chega uma issue no Linear, o agente pesquisa o problema e abre um pull request no GitHub.

A diferença prática está na memória. Segundo a Perplexity, cada execução lembra das anteriores. O agente pode apontar uma atualização que faltou ou um prazo vencido porque sabe o que já foi feito. As tarefas agendadas existentes migram sozinhas para a nova área de Automations. A criação é feita descrevendo o trabalho em texto ou pelo botão de nova automação.

A empresa não informou restrição por plano. O anúncio diz que o recurso vale para todos os usuários do Computer.

O que dizem fontes de fora?

A cobertura independente ainda é pequena, e o leitor deve pesar isso. A AlphaSignal reorganizou o anúncio sem acrescentar dado novo. A AIMultiple, numa comparação de agentes sempre ligados publicada em 30 de setembro, confirma os gatilhos por agenda e por evento e acrescenta dois pontos. Cada tarefa disparada roda numa máquina temporária na nuvem, criada para aquela execução. E o acesso começa no plano Pro, de US$ 20 por mês, com créditos cobrados à parte.

A RuntimeWire mostrou em 22 de setembro que a Perplexity testava gatilhos de Gmail numa versão interna do aplicativo, liberados só para uma lista restrita. A mesma reportagem apontou o risco que o recurso traz. Um e-mail recebido é um caminho direto para injeção indireta de instruções, escondidas no assunto, no corpo ou num anexo. A resposta da Perplexity no anúncio final foi a revisão humana configurável por tipo de ação.

Como fica a comparação com dots e Manus 2.0?

Os três lançamentos da semana resolvem o mesmo problema: tirar o agente do modo pergunta e resposta e deixá-lo trabalhando em segundo plano. Os caminhos são diferentes.

Os dots da OpenAI, lançados em 29 de setembro e cobertos em OpenAI lança os dots, rodam num computador Linux dedicado na nuvem da OpenAI. A AIMultiple registra preço de US$ 100 por mês e liberação gradual. O Manus 2.0, de 28 de setembro, trouxe automações por evento (e-mail, calendário, Slack, Notion) e um servidor sempre ligado, e o app Cue dá ao agente telefone e carteira próprios.

A Perplexity ficou no meio. O agente não tem identidade própria no mundo, como no Cue, nem computador fixo, como nos dots. Em troca, entra pelos sistemas que as equipes já usam, com memória entre execuções e preço de entrada mais baixo. A HyperFRAME Research lembra outro movimento da empresa no mesmo dia: a versão local do agente, que roda em processadores AMD Ryzen AI Max e executa tarefas agendadas sobre arquivos locais sem gastar créditos da nuvem.

O que muda para as empresas?

A tese é que o agente sempre ligado vai entrar nas empresas pela porta do fluxo de trabalho, com Slack, e-mail e sistema de tickets, antes de entrar pela porta do assistente pessoal. É ali que já existem permissões, trilha de auditoria e dono de processo. A Perplexity apostou nesse caminho.

Para a TI, cada automação é um processo que roda sem ninguém olhando, com acesso a e-mail e repositório de código. Isso pede inventário das automações criadas, política de quais ações exigem aprovação e monitoramento de consumo de créditos. Times brasileiros que já usam Slack, Gmail, Outlook ou GitHub podem ligar o recurso hoje, sem integração local. O cuidado maior é com e-mail de fora da empresa servindo de gatilho, pelo risco de injeção de instruções apontado pela RuntimeWire.

O que observar nas próximas semanas

Três sinais até meados de novembro. O primeiro é se a Perplexity publica consumo médio de créditos por automação, o dado que falta para comparar custo com dots e Manus. O segundo é a chegada de novos gatilhos, como calendário e sistemas de CRM. O terceiro é o primeiro caso público de abuso por e-mail, ou a falta dele, que vai dizer se a revisão humana configurável basta.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção DeepTech do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


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