Ação da Meta sobe 27% em setembro, melhor mês desde 2022, puxada pelo agente Muse

Capa do Watcher com o título Meta sobe 27% em setembro, puxada pelo Muse
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

As ações da Meta subiram 27% em setembro de 2026, de cerca de US$ 572 no fim de agosto para US$ 725,18 no fechamento de quarta-feira, 30. Foi o melhor mês da empresa desde novembro de 2022. O valor de mercado ficou perto de US$ 1,85 trilhão, segundo o GuruFocus. O motor da alta foi o Muse, o agente pessoal lançado em 8 de setembro.

Em resumo

  • Alta: 27% em setembro, de cerca de US$ 572 para US$ 725,18 por ação.
  • Marca histórica: melhor mês desde novembro de 2022 e quinto melhor mês da história da ação, segundo o Superpower Daily.
  • Comparação: o Nasdaq subiu cerca de 2% no mesmo período, e a Meta deixou para trás todas as outras gigantes de tecnologia.
  • Motor: o agente Muse, que passou o ChatGPT no ranking de apps gratuitos da App Store americana.
  • O que falta: número de receita do Muse. Por enquanto, o mercado compra adoção e expectativa.

Melhor mês desde quando: 2013 ou 2022?

O endereço da reportagem da CNBC sobre o tema contém “2013”, o que gerou dúvida. O título da própria CNBC, porém, fala em melhor mês desde 2022. Quartz e Superpower Daily precisam a data: novembro de 2022. O GuruFocus também diz 2022. O “2013” do endereço não aparece em nenhum texto que lemos, e o post adota 2022.

Há uma segunda diferença, menor. O GuruFocus dá US$ 572,34 como fechamento de 31 de agosto, e a Quartz dá US$ 571,34. Com qualquer um dos dois, a alta arredondada é de 27%. Na terça-feira, 29, a ação chegou a fechar a US$ 738,96, com alta de 3,26% no dia, segundo o investingLive, e devolveu parte do ganho no último pregão do mês.

O que o mercado está comprando?

O Muse foi lançado em 8 de setembro e chegou ao topo da App Store nos Estados Unidos. O Parameter reúne os primeiros números públicos: 1,8 milhão de downloads nos Estados Unidos e no Canadá nos primeiros 12 dias e cerca de 700 mil usuários ativos por dia 11 dias após o lançamento. Mark Mahaney, da Evercore, vê espaço para 100 milhões de usuários em 6 a 12 meses. O Muse tem plano gratuito e assinaturas de US$ 20 e US$ 100 por mês.

A Meta somou ao Muse uma frente para empresas. Em 28 de setembro lançou a Meta Enterprise Platform e contratou CJ Desai, ex-CEO da MongoDB. Em 30 de setembro levou o Muse a pequenas empresas. Mark Zuckerberg chamou o Muse de centro da estratégia de produto e de negócio da empresa, segundo a Quartz.

Onde está o risco?

O Superpower Daily faz a ressalva mais útil: liderar downloads não prova retenção nem receita. Os números de usuários ativos são de poucos dias após o lançamento. O GuruFocus registra ainda US$ 104 milhões em vendas de ações por executivos da Meta em três meses e um índice preço sobre lucro de 27,3 vezes, acima da mediana de cinco anos, de 26 vezes.

A comparação com a Microsoft ajuda a ver a diferença. No post “Microsoft sobe 37,5% no trimestre e ganha US$ 1 trilhão em valor”, deste mesmo Watcher, a alta veio depois de um balanço com Azure crescendo 43%, ou seja, de receita já registrada. Na Meta, a alta veio antes de qualquer receita do Muse aparecer no balanço. As duas são o mercado premiando IA, mas a da Meta depende muito mais do que ainda vai acontecer.

Como chegamos até aqui?

A Marcio.AI acompanhou a sequência. Em 9 de setembro publicou Muse: o agente pessoal da Meta que executa tarefas e realiza pagamentos. Em 28 de setembro veio a plataforma de IA para empresas com o CEO da MongoDB. Em 30 de setembro, a chegada do Muse a pequenas empresas. Em três semanas, a Meta foi do produto de consumo à oferta corporativa, e a ação acompanhou cada passo.

O que muda para empresas brasileiras?

Os números de adoção divulgados até aqui são dos Estados Unidos e do Canadá. Para o Brasil, o ponto é outro. Muitas empresas brasileiras já vendem e atendem por WhatsApp e Instagram. Com a ação valorizada e o Muse no centro da estratégia, a Meta tem incentivo para levar o agente às mesmas superfícies em que esses negócios operam. Quem planeja automação de atendimento deve tratar a Meta como fornecedora de agentes, e pedir preço, prazo e regras de uso de dados antes de assumir qualquer integração.

O que observar nas próximas semanas

A tese é que a ação da Meta agora depende de o Muse virar número de balanço. O sinal decisivo é o próximo resultado trimestral da empresa, quando o mercado vai cobrar usuários ativos do Muse, assinantes pagos e algum dado de receita da Meta Enterprise Platform. Antes disso, vale acompanhar se o Muse se mantém no topo da App Store depois do efeito de lançamento. Se os usuários ativos não crescerem, parte dos 27% de setembro tende a voltar.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção TechBiz do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


Leia também: Meta lança plataforma de IA para empresas e leva o CEO da MongoDB e Meta leva o Muse a pequenas empresas.

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