
Todo mundo sabe quem liderou o boom da IA. O que quase ninguém sabe é onde tudo realmente começou.
Existe um capítulo pouco comentado na história recente da inteligência artificial, um capítulo que mudou completamente o rumo da tecnologia e abriu caminho para tudo o que estamos vivendo hoje.
Contei essa história completa no artigo abaixo. Vale a leitura.
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Consultoria em IA é uma das frentes da Marcio.AI.
O artigo completo
Muita gente fala sobre a OpenAI como a criadora da era atual da IA. Mas o que pouca gente sabe é que, sem o Google, nada do que estamos vivendo hoje teria acontecido.
A história recente da IA não começa em 2022 com o boom do ChatGPT. Começa em 2017, quando pesquisadores do Google Brain e do Google Research publicaram o paper Attention Is All You Need, que apresentou a arquitetura Transformer, o alicerce técnico de praticamente todos os modelos modernos.
A onda de modelos que veio do Transformer
O Transformer gerou uma onda inteira de modelos. BERT, T5, GPT, PaLM, Gemini, LLaMA, Claude e tantos outros. E inspirou tanto neste quanto em outros modais, como texto, áudio, imagem e vídeo.
O GPT-1, criado pela OpenAI em 2018, foi literalmente uma implementação direta desse trabalho do Google. O modelo era aberto em termos de publicação científica e pesos disponibilizados, embora não fosse open source formal no sentido estrito.
Dos laboratórios para o mercado
O ponto de virada para o mercado veio apenas com o GPT-3, e principalmente com o ChatGPT, em 2022. Foi ali que a IA deixou de ser pesquisa avançada e virou fenômeno global.
Mas do ponto de vista científico, quem começou primeiro, e modelou todo o campo, foi o Google. A OpenAI venceu na execução comercial e continua líder até hoje, com o Google acompanhando de perto.
O preço da pesquisa aberta
Vale lembrar que a cultura de pesquisa do Google sempre foi extremamente aberta. Isso acelerou o progresso da comunidade inteira, mas também fez a empresa perder vantagem competitiva e profissionais estratégicos. O resultado foi uma mudança interna. As publicações foram sendo restringidas, gerando tensões e saídas importantes.
Por que isso importa
A revolução da IA que vemos hoje é uma continuidade direta daquele paper de 2017. E entender esse passado importa para entender o futuro.
Quem acompanha só o lançamento comercial tende a confundir quem inventou com quem soube empacotar. Essa confusão atrapalha a leitura de mercado, porque leva a apostar na marca em vez de acompanhar de onde a próxima ruptura técnica vai sair.
Publicado originalmente no LinkedIn em 21 de novembro de 2025.

