
O Banco do Brasil e a Visa conduziram um teste pioneiro que ajuda a materializar o comércio agêntico no país.
Conforme mostra o vídeo abaixo, a operação conectou consumidores, emissores e estabelecimentos comerciais por meio da plataforma Visa Intelligent Commerce.
Na prática, o fluxo foi o seguinte:
- Um agente de inteligência artificial pesquisou produtos
- Comparou opções
- Identificou a melhor oferta de forma autônoma
- Recebeu do usuário apenas o comando final para concluir a compra
E isso importa, pois não se trata apenas de automação de jornada.
Trata-se de delegação parcial da decisão de compra a um agente de IA.
Do lado técnico, a arquitetura também chama atenção. O modelo foi desenhado para combinar proteção e fluidez:
- A credencial de pagamento é previamente habilitada no agente por meio de tokenização
- Durante a transação, a autenticação ocorre no próprio dispositivo do cliente com a tecnologia PESC-I
- Não há necessidade de redigitar informações sensíveis
- O fluxo conta com monitoramento de riscos em tempo real pela rede da Visa
- Há também protocolos de certificação para os algoritmos autorizados
Em paralelo, o Santander também concluiu pilotos com essa tecnologia na América Latina.
E o movimento não está restrito a um único player.
A Mastercard também vem desenvolvendo soluções nessa direção.
No varejo digital, isso pode alterar a lógica competitiva de forma estrutural.
A disputa por vendas tende a deixar de depender apenas da atenção humana em páginas, anúncios e buscas.
Passa também a depender de estratégias de tecnologia capazes de capturar a preferência, a recomendação e a confiança de uma IA compradora.
E o ponto mais relevante é: Se a máquina passa a influenciar ou executar o julgamento financeiro, governança de IA, auditabilidade, segurança, responsabilização e regulação deixam de ser temas periféricos.
Ou seja, passam a ser parte central da arquitetura desse modelo.
A pergunta agora é outra:Posts
Quais frameworks de auditabilidade, governança de IA e controle transacional instituições financeiras e varejistas precisarão adotar para operar com compradores não humanos em escala?
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