Supabase capta US$ 150 milhões com o GIC e compra a Turso para dar um banco a cada agente

Capa do Watcher com o título Supabase capta US$ 150 milhões e compra a Turso
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A Supabase, plataforma de banco de dados Postgres de código aberto, anunciou em 2 de outubro de 2026 uma rodada de US$ 150 milhões liderada pelo GIC, fundo soberano de Singapura. No mesmo dia comprou a Turso, empresa que reescreveu o SQLite do zero, por valor não revelado. A justificativa é a mesma nos dois anúncios: agentes de IA estão criando bancos de dados aos milhões, e a Supabase quer ser o lugar onde eles nascem.

Em resumo

  • Rodada: US$ 150 milhões liderados pelo GIC, com CapitalG (Alphabet), IronArc e SquarePeg. Avaliação não divulgada.
  • Compra: a Turso, de banco derivado do SQLite, entra com o time inteiro. Glauber Costa vira chefe de serviços agênticos da Supabase.
  • Escala: a Supabase diz criar mais de 1 milhão de bancos por semana, com 70% deles gerados por ferramentas de IA.
  • Uso do dinheiro: liquidez para funcionários e novos recursos para agentes, segundo o SiliconANGLE.
  • Ponto aberto: não há prazo nem garantia de preço para os planos atuais da Turso, como o de US$ 4,99 por mês.

O que a Supabase anunciou?

A rodada foi liderada pelo GIC, com a CapitalG, braço de investimento da Alphabet, a IronArc e a SquarePeg. A Supabase não divulgou a avaliação. O SiliconANGLE informa que o dinheiro vai para liquidez de funcionários e para novos recursos voltados a agentes de IA. Segundo o mesmo veículo, a empresa estreou no mesmo dia o Supabase Compute, serviço de sandboxes hospedados para agentes que rodam por muito tempo.

É a segunda rodada em quatro meses. Em 8 de junho, a Supabase levantou US$ 500 milhões a uma avaliação de US$ 10,5 bilhões, também com liderança do GIC, segundo o escritório Orrick, que assessorou a operação. Naquela época a empresa falava em mais de 9 milhões de desenvolvedores. O citybiz cita agora 13 milhões, mais de 1 milhão de novos usuários por mês e 4 milhões de bancos criados por mês. O Beri registra a frase da empresa sobre mais de 1 milhão de bancos por semana, número que bate com o do citybiz.

O que é a Turso e por que a Supabase comprou?

A Turso reescreveu o SQLite do zero em código aberto e acrescentou o que faltava para uso em servidor, como escrita concorrente. O SiliconANGLE destaca suporte a embeddings, criptografia por página e leveza suficiente para rodar em aparelhos de pouca potência. O ponto central é custo: dá para criar um banco por agente, por usuário ou por tarefa sem pagar um servidor para cada um.

No blog da Turso, o fundador Glauber Costa diz que a plataforma segue no ar, que o Turso Database continua aberto e em desenvolvimento e que haverá um caminho claro de migração para o Postgres dentro da Supabase. Ele vira chefe de serviços agênticos da Supabase. O cofundador Pekka Enberg e o time inteiro vão junto. Entre os clientes citados estão Superhuman, Sauna.ai e Mastra. A meta declarada é atender “mais de um bilhão de bancos de dados”.

Paul Copplestone, CEO da Supabase, escreveu que os agentes estão criando milhões de bancos para protótipos, explorações, painéis e aplicativos. No post da Turso, ele diz que os agentes viraram os principais usuários de tecnologia.

O que muda para quem usa a Turso hoje?

A promessa é de continuidade, mas sem prazo. O Beri levantou os planos atuais da Turso em 4 de outubro: gratuito com 100 bancos, Developer a US$ 4,99 por mês com bancos ilimitados, Scaler a US$ 24,92 e Pro a US$ 416,58, com SSO e certificação SOC 2. Nenhum desses preços tem garantia publicada. O Beri lembra que a Turso já desligou as réplicas de borda para clientes novos em janeiro de 2025, mantendo quem já usava. O dado de 70% dos bancos criados por IA vem da própria Supabase e não tem verificação externa.

Como chegamos até aqui?

A Supabase foi fundada em 2020. A virada veio com as ferramentas que geram aplicativos a partir de texto: cada protótipo criado por um agente precisa de um banco. Em junho a empresa já dizia que a maioria dos criadores de apps com IA usa a plataforma. No mesmo anúncio citou crescimento de 370% em seis meses no número de clientes do produto para plataformas. A Marcio.AI acompanha a mesma mudança em outras camadas da pilha de dados, com o avanço do Iceberg e das camadas semânticas e com os blocos de infraestrutura para agentes lançados por Cloudflare, AWS e Google.

O que isso significa para a TI no Brasil?

Para áreas de TI brasileiras, banco criado por agente é antes de tudo um tema de governança. Se um agente cria um banco com dados de clientes para um protótipo, alguém precisa saber onde ele está, quem acessa e quando ele é apagado. Isso pesa na LGPD. A recomendação prática é tratar a criação de bancos por agentes como provisionamento de infraestrutura: com conta corporativa, região definida, inventário e prazo de expiração.

Para quem constrói produto, a combinação de SQLite leve por agente e Postgres para o dado que fica abre um desenho mais barato. A ressalva é o risco de fornecedor. Quem depende do plano de US$ 4,99 da Turso deve ter um plano de saída até a Supabase publicar a política de preços.

O que observar nas próximas semanas

A tese da Marcio.AI: em 12 meses, “um banco por agente” vira padrão de arquitetura nas plataformas de criação de apps, e a disputa entre a Supabase e as grandes nuvens vai se dar no preço por banco ocioso. Sinais para conferir até o fim do ano: a política de preços da Turso dentro da Supabase, o cronograma de integração prometido para os próximos meses, a disponibilidade geral do Supabase Compute e uma eventual divulgação da avaliação da rodada.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, Muito próximo do hype). Seção TechBiz do Watcher.

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Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


Leia também: Iceberg e camada semântica padronizam dados para IA e Cloudflare e AWS abrem modelos de decisão para agentes.

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