
A Amazon está expandindo seu sistema de pagamento por palma da mão, Amazon One, para celulares e novos varejistas nos Estados Unidos. A partir de agora, os usuários podem utilizar o Amazon One em seus smartphones, através de um aplicativo para iOS e Android, além de fazer pagamentos em lojas físicas e online. A empresa também está expandindo a tecnologia para novos tipos de lojas, incluindo mercearias e lojas de conveniência.
Experiência de compra rápida e segura:
O aplicativo Amazon One facilita o cadastro e o gerenciamento de perfis de pagamento.
O pagamento em lojas é rápido e sem contato, bastando passar a mão sobre o sensor.
A tecnologia utiliza criptografia e autenticação multifator para garantir a segurança dos dados.
Crescente demanda por biometria no varejo:
Uma pesquisa da PYMNTS revela que 60% dos consumidores americanos preferem pagamentos biométricos.
A Biometric Update informa que a implementação da biometria no varejo está se expandindo para novos tipos de lojas nos Estados Unidos.
A TechRadar destaca a facilidade de inscrição no Amazon One como um fator importante para sua adoção.
A expansão do Amazon One para celulares e novos varejistas nos Estados Unidos representa um passo importante na adoção da biometria como forma de pagamento. A tecnologia oferece uma experiência de compra rápida, segura e conveniente, atendendo à crescente demanda dos consumidores.
Fontes: Olhar Digital, Biometric Update, PYMNTS, TechRadar
Veja abaixo como funciona esse Pagamento Digital da Amazon, o Amazon One.
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Consultoria em pagamentos digitais é uma das frentes da Marcio.AI.
O que aconteceu depois
Este post é de abril de 2024, no auge da expansão do Amazon One. A história terminou de outro jeito.
Em 28 de janeiro de 2026 a Amazon anunciou o encerramento do Amazon One no varejo. O serviço ficou disponível até 3 de junho de 2026, com algumas lojas desligando antes dessa data. A justificativa oficial foi adoção limitada pelos clientes.
A decisão veio junto com um recuo maior no varejo físico. A Amazon fechou as 72 lojas Amazon Go e Amazon Fresh nos Estados Unidos e redirecionou o foco para o Whole Foods e para a entrega de mercado.
A empresa informou que todos os dados de clientes associados ao Amazon One seriam apagados de forma segura depois do fim do serviço. O único uso que seguiu de pé foi o check-in de pacientes em unidades de saúde já atendidas.
A leitura para quem trabalha com pagamentos
O caso do Amazon One é um bom lembrete de que tecnologia de pagamento não se decide pela tecnologia. A leitura da palma funcionava, era rápida e tinha criptografia e autenticação em camadas. Ainda assim parou.
O que faltou foi ubiquidade e hábito. Um método de pagamento só ganha escala quando o consumidor o encontra em muitos lugares e quando o comerciante tem motivo econômico para instalá-lo. Preso a uma rede de lojas próprias que também não escalou, o Amazon One nunca passou do estágio de curiosidade.
A pesquisa de 2024 que apontava 60% de preferência por pagamento biométrico continua válida como sinal de intenção. Intenção declarada e uso recorrente são coisas diferentes, e essa distância é onde a maioria dos meios de pagamento novos morre.
Vale registrar que biometria em pagamento não acabou. Ela migrou para onde já existia base instalada, que é o celular do próprio usuário, com digital e reconhecimento facial autorizando a transação no dispositivo. O sensor dedicado na loja foi o que não se sustentou.
