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Universal Quantum capta mais de US$ 100 milhões para computador quântico modular de íons

Capa do Watcher com o título Universal Quantum capta US$ 100 mi para íons presos
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A britânica Universal Quantum anunciou em 8 de outubro de 2026 uma Série A de mais de US$ 100 milhões, liderada por DCVC e Firgun Ventures. A empresa diz que é a maior Série A de uma companhia quântica com sede no Reino Unido. Ela constrói computadores de íons presos montados com vários chips pequenos ligados entre si. Parte do dinheiro vai abrir em Singapura o primeiro centro de pesquisa da empresa fora da Europa.

Em resumo

  • Rodada: mais de US$ 100 milhões, ou mais de £ 75 milhões, co-liderada por DCVC e Firgun Ventures. A avaliação não foi divulgada.
  • Investidores: EDBI, braço de investimento do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Singapura, Integral GlobalTech, do Japão, Artal, Main Sequence, Hostplus, NGS Super e Dave Baszucki, fundador da Roblox.
  • Tecnologia: chips de íons presos fabricados em linha comercial de 200 mm e controlados por micro-ondas, sem os lasers grandes usados por rivais. Os chips são ligados lado a lado.
  • Cliente: a empresa executa um contrato de US$ 77 milhões com o DLR, o centro aeroespacial alemão, fechado em 2023.
  • Leitura: a rodada premia uma empresa que já tem contrato de entrega pago, antes de haver máquina comercial pronta no mercado.

Quem investiu e quanto?

DCVC e Firgun Ventures dividiram a liderança. Entraram também EDBI, Artal, Integral GlobalTech, Main Sequence, Hostplus, NGS Super, IAG Capital, EdenBase, Eigenstate.holdings e Dave Baszucki, além de Nauta Capital e The Venture Collective, que já eram sócios. O banco Lazard assessorou a operação. Com a rodada, o total captado pela empresa passa de US$ 125 milhões, segundo o The Cap Table.

O título de maior Série A quântica do Reino Unido é da própria empresa. O The Cap Table publicou a alegação sem verificar. A Universidade de Sussex, de onde a empresa saiu, chama a rodada de recorde entre as suas spin-offs e de primeira captação significativa da companhia. Há ainda uma diferença de moeda: o link original do Tech.eu menciona £ 100 milhões, mas a empresa e os demais veículos falam em US$ 100 milhões. A BusinessCloud converteu para mais de £ 75 milhões.

James Hardiman, sócio da DCVC, disse que “a quântica é uma corrida global”. Bill Bartee, da Main Sequence, destacou que a empresa ganhou clientes pagantes “antes que a maioria dos concorrentes tenha entregado qualquer hardware funcionando”.

Como funciona a máquina?

Num computador de íons presos, átomos com carga elétrica ficam suspensos por campos elétricos e servem de qubits. A Universal Quantum aposta em ligar muitos chips pequenos, como ladrilhos, para chegar a máquinas grandes com correção de erro. Segundo o The Cap Table, o chip sai de uma linha comercial de 200 mm e é controlado por micro-ondas. A interligação patenteada faz 2.424 conexões por segundo, número que o site reproduz sem ter verificado.

A empresa diz que esse desenho evita ligações fotônicas, lasers grandes e caros e infraestrutura pesada de refrigeração. Os fundadores, Sebastian Weidt e Winfried Hensinger, da Universidade de Sussex, publicaram em 2017 um projeto de computador de íons presos em larga escala. A empresa tem mais de 100 profissionais técnicos em três continentes.

O que é o contrato com o DLR?

O DLR, centro aeroespacial alemão, contratou a Universal Quantum para construir computadores quânticos com vários chips. As fontes publicadas agora falam em US$ 77 milhões. O The Cap Table dá o valor original, de cerca de € 67 milhões, e o ano, 2023. Segundo o site, foi o maior contrato já dado a uma startup quântica britânica. A empresa também trabalha com a Rolls-Royce no uso de computação quântica tolerante a falhas em dinâmica de fluidos.

O The Cap Table aponta qual é o próximo teste: entregar o que foi contratado pelo DLR e mostrar que o desenho modular cresce além de centenas de qubits por chip. Nenhuma das fontes informa a fase atual dessa entrega.

Como chegamos até aqui?

A empresa foi fundada em 2018. Em setembro de 2026 escolheu Singapura para o primeiro centro de pesquisa fora da Europa, segundo a TNGlobal. Agora soma a rodada e planeja crescer nos Estados Unidos, no Japão e no polo de Hamburgo, na Alemanha.

O ano está movimentado para a quântica europeia. O The Cap Table lista a Oxford Quantum Circuits com € 301 milhões captados em 2026, a holandesa QuantWare com € 152 milhões e a francesa Quobly com € 115 milhões. Entre as de íons presos, eleQtron e ZuriQ levantaram € 57 milhões e € 22,4 milhões. Nos Estados Unidos, o governo abriu uma disputa de US$ 215 milhões por um computador quântico com correção de erro até 2028. E a Marcio.AI registrou na semana de 3 de outubro avanços em correção de erro e em hardware fotônico, a rota que a Universal Quantum diz evitar.

E para quem acompanha do Brasil?

Para empresas brasileiras que testam algoritmos quânticos, a rodada dá uma pista de calendário. Os investidores estão pagando por arquiteturas com caminho para correção de erro e por contratos de entrega, e nenhuma delas tem máquina comercial em larga escala hoje. Quem planeja projetos deve tratar o acesso a hardware como algo que ainda vai mudar de fornecedor e de tecnologia nos próximos anos.

O que observar nas próximas semanas

A tese da Marcio.AI: em 2027, as rodadas grandes de quântica vão para quem mostrar hardware entregue a cliente pagante. A Universal Quantum tem o contrato e agora o dinheiro, e precisa mostrar a máquina do DLR funcionando com vários chips ligados. Três sinais para conferir. As “colaborações internacionais” que a empresa promete anunciar em breve. A data de abertura do centro de Singapura, ainda não divulgada. E qualquer marco público de entrega ao DLR até meados de 2027.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, Muito próximo do hype). Seção DeepTech do Watcher.

#MarcioAI #ComputacaoQuantica #UniversalQuantum #IonsPresos #DeepTech #VentureCapital

Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


Leia também: EUA lançam disputa de US$ 215 milhões por computador quântico e Quântica avança em correção de erro e hardware fotônico.

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