
Nove dias depois de apresentar o Gemini 4 Argon, o Google já testa internamente outra versão do modelo. Segundo o Business Insider, funcionários usam nos últimos dias um checkpoint chamado Carbon, e um deles disse que, em código, ele “parece comparável ao Opus 5.5”, da Anthropic. No mesmo dia 9 de outubro, o TestingCatalog mostrou o Argon no seletor de modelos do Antigravity, a ferramenta de programação do Google, com opções de contexto de 256 mil, 512 mil e 900 mil tokens. O Google não comentou e não deu data para a liberação ampla.
Em resumo
- Carbon: checkpoint interno do Gemini 4 em teste no Jetski, nome interno do Antigravity, segundo o Business Insider. Um funcionário disse que ele “parece comparável ao Opus 5.5” em código.
- Argon: o modelo apresentado em 30/09 era o checkpoint interno Barium-B e segue restrito a equipes do Google e aos parceiros de defesa cibernética do programa Fairwind.
- Antigravity: o Argon aparece com contexto de 256 mil tokens (padrão), 512 mil (cerca de 1,3 vez a cota por turno) e 900 mil (cerca de 1,8 vez), segundo o TestingCatalog.
- Gemini na web: ganhou ajuste de esforço de raciocínio baixo, médio e alto em todos os modelos disponíveis.
- Leitura: o Google tenta fechar em código a distância que o próprio Argon mostrou nos testes publicados, e a liberação ampla ainda não tem data.
O que o Business Insider revelou?
O Business Insider ouviu funcionários do Google que testam vários checkpoints do Gemini 4. O mais recente, chamado Carbon, foi liberado nos últimos dias no Jetski, nome interno do Antigravity. Um desenvolvedor disse que o Carbon “parece comparável ao Opus 5.5” em código, com a ressalva de que precisava testar mais. A reportagem também diz que o Argon, apresentado em 30 de setembro, era o checkpoint interno Barium-B.
Ainda não está claro se o Carbon vai virar uma atualização do Argon ou um lançamento separado do Gemini 4, segundo o TestingCatalog. O Google não comentou, e o Business Insider registra que a empresa não tem garantia de lançar as versões mais novas. O Carbon não tem benchmark público, e nenhum outro veículo confirmou a comparação com o Opus 5.5 por conta própria, como observa o AI Weekly.
O que apareceu no Antigravity e no Gemini?
O TestingCatalog mostrou o Gemini 4 Argon no seletor de modelos do Antigravity com três opções de contexto. A de 256 mil tokens é a padrão. A de 512 mil gasta cerca de 1,3 vez a cota por turno. A de 900 mil gasta cerca de 1,8 vez. O site diz que a relação entre o tamanho do contexto e o esforço de raciocínio ainda não está clara.
No Gemini na web, o usuário ganhou opção de esforço de raciocínio baixo, médio e alto em todos os modelos disponíveis. O TestingCatalog lê isso como preparação para o Gemini 4. O app já tinha recebido em maio uma escolha de nível de raciocínio com duas opções, padrão e estendido, liberada para todos os usuários em junho, segundo o HelenTech.
O mesmo TestingCatalog diz que a liberação ampla do Argon pode começar “já na semana que vem”. O Google não confirmou. Em 8 de outubro, o RuntimeWire registrava o Argon ainda restrito a equipes internas e aos defensores do programa Fairwind, com API paga e assinatura AI Ultra como próximo passo, sem data.
Por que código virou o ponto fraco do Google?
Em julho, na teleconferência de resultados do segundo trimestre, Sundar Pichai admitiu que o Gemini ainda ficava atrás em código e em agentes e disse que o Gemini 4 estava em treino, segundo o ITHome, que citou o 9to5Google. O Google tinha desistido do Gemini 3.5 Pro, previsto para junho.
No lançamento do Argon, os números do próprio Google mostraram a distância. O Argon marcou 57,4% no Terminal-Bench 4.0, contra 66,4% do Claude Opus 5.5, e 55,0% no FrontierSWE v2, contra 65,5% do GPT-6 Astra, como a Marcio.AI mostrou no post do lançamento. No mesmo dia, a Bloomberg informou que parte dos funcionários via o Argon abaixo do esperado em programação no dia a dia, sobretudo em front-end, segundo o TechNews. O Google negou. A alta da ação da Alphabet, que passava de 2%, encolheu para cerca de 0,5% depois da reportagem.
O Carbon, se a impressão dos funcionários se confirmar, ataca essa lacuna. E a referência citada por eles, o Opus 5.5, lançado em 22 de setembro, mostra contra quem o Google mede o próprio modelo em código.
O que isso muda para equipes de desenvolvimento no Brasil?
Para quem escolhe ferramenta de programação com IA, o recado é de calendário. O Argon segue fora do alcance da maioria das empresas brasileiras: só os parceiros do Fairwind têm acesso, e a API paga ainda não tem data. Quem fecha agora contrato anual de assistente de código com Anthropic, OpenAI ou Google pode pagar por uma vantagem que muda em semanas. Contrato com saída ou troca de modelo no meio do prazo protege a escolha.
O contexto de 900 mil tokens também pede conta. Gastar cerca de 1,8 vez a cota por turno só compensa quando o repositório ou a documentação não cabem em 256 mil tokens. Para equipes que pagam em dólar, o melhor caminho é medir em projeto real antes de deixar a opção maior como padrão.
O que observar nas próximas semanas
A tese da Marcio.AI: o Google libera o Argon para API paga e AI Ultra antes de levar o Carbon ao público, e o Carbon chega como atualização do Gemini 4 focada em código até o fim de 2026. Se isso acontecer e a comparação com o Opus 5.5 se sustentar em teste independente, a Anthropic perde a folga que tem hoje em programação, e o preço por token passa a pesar mais na escolha das empresas.
Sinais para conferir até o fim de novembro: a data de liberação do Argon na API e no AI Ultra, a primeira medição independente do Argon em benchmarks de código como o Terminal-Bench, qualquer menção oficial do Google ao Carbon e a resposta da Anthropic e da OpenAI em modelos de programação.
Fontes
- TestingCatalog, Gemini 4 Argon hints emerge as Google tests Carbon checkpoint, 09/10/2026
- AI Weekly (Business Insider), Google Staff Test New Gemini 4 ‘Carbon’ Build on Jetski, 09/10/2026
- NewsBeep (reprodução do Business Insider), Google Employees Praise Latest Gemini 4 Internal Model, 09/10/2026
- RuntimeWire, Everything we know about Google’s Gemini 4 Argon, 08/10/2026
- TechNews (Bloomberg), Funcionários do Google questionam o Gemini 4 Argon em programação, 01/10/2026
- ITHome (9to5Google), Pichai diz que o Gemini 4 está em treino e pode sair no fim do ano, 27/07/2026
- HelenTech, Gemini ganha opção de nível de raciocínio no app, 18/05/2026
Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, No centro do hype). Seção DeepTech do Watcher.
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Como este texto foi produzido
Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.
Leia também: Google lança o Gemini 4 Argon e libera primeiro para quem defende redes e Anthropic e OpenAI lançam modelos mais baratos no mesmo dia: Claude Opus 5.5, GPT-6 Sol e GPT-6 Luna.

