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AMD vai ampliar muito a oferta de chips em 2027, diz Lisa Su em Taipé

Capa do Watcher com o título AMD promete muito mais chips em 2027
Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI.

A CEO da AMD, Lisa Su, disse em 6 de outubro de 2026, em Taipé, que a empresa vai aumentar de forma substancial a oferta de chips em 2027. “Conseguimos aumentar a oferta ao longo de 2026 e vamos aumentar substancialmente em 2027”, disse ela à Reuters. Na mesma visita, contou à agência taiwanesa CNA que a AMD vai ampliar o investimento de mais de US$ 10 bilhões em Taiwan anunciado em maio, porque a demanda continuou subindo.

Em resumo

  • Promessa: aumento substancial de oferta de CPU e GPU em 2027, depois de já ter ampliado a oferta em 2026.
  • Gargalo: “Precisamos de mais capacidade de wafers avançados”, disse Lisa Su. A demanda está acima da oferta.
  • Agenda: reuniões com Foxconn, Quanta, Asus e Acer em Taipé, com a TSMC em Hsinchu e depois com Samsung e SK hynix na Coreia do Sul.
  • Planejamento: a AMD passou a combinar capacidade com parceiros com três a cinco anos de antecedência, contra um ou dois antes.
  • Contexto: a AMD passou de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 21 de setembro e sobe mais de 175% no ano.

O que Lisa Su disse em Taipé?

A frase central veio na entrevista à Reuters: a AMD vai aumentar de forma substancial a oferta em 2027. Perguntada sobre o investimento da TSMC no Texas, Lisa Su disse que há “demanda muito, muito alta para os próximos anos” e que a AMD precisa de mais capacidade de wafers avançados.

À CNA, ela deu o segundo número. Em maio a AMD anunciou mais de US$ 10 bilhões em investimentos ligados a Taiwan. “Estamos aumentando esse número daqui para a frente porque nossa demanda continuou subindo”, disse. Ela não informou o valor novo. Segundo a CNA, Lisa Su afirmou que o mercado de CPU cresceu muito em 2026 e que, mesmo com a capacidade maior, a demanda passa a oferta. “Taiwan é absolutamente crítica para a cadeia de semicondutores e muito, muito crítica para a AMD”, disse.

Com quem ela se reuniu?

A lista mostra a cadeia que a AMD quer travar. Em Taipé foram Foxconn, Quanta, Asus e Acer, segundo a CNA. A Domino Theory acrescenta ASE e PTI, de encapsulamento e teste, e Wiwynn, Wistron e Inventec, montadoras de servidores. Em Hsinchu a reunião é com a TSMC, que fabrica os chips da AMD. Depois ela vai à Coreia do Sul falar com Samsung e SK hynix sobre memória, segundo a Reuters.

A Foxconn é a mesma que acabou de faturar recorde com servidores da Nvidia, assunto do post “Foxconn fatura recorde de US$ 95,4 bilhões no trimestre com servidores de IA”. Para a AMD, entrar na fila das montadoras de rack conta tanto quanto ter wafer na TSMC. A Domino Theory diz que a conversa incluiu infraestrutura de IA em escala de rack, o produto que a AMD tenta vender como alternativa aos racks da Nvidia.

A AMD não vai construir fábrica própria. Segundo a Domino Theory, ela mantém o modelo terceirizado e quer coordenação mais próxima com parceiros, com planejamento de produção de até cinco anos. Sobre o risco no Estreito de Taiwan, Lisa Su defendeu diversificar a geografia como seguro.

Como chegamos até aqui?

Em 21 de setembro a ação da AMD subiu cerca de 10% para o recorde de US$ 615,52 e a empresa chegou por algumas horas a US$ 1 trilhão em valor de mercado, segundo o Channel Insider e o Pulse 2.0. Foi a quarta fabricante de chips americana a chegar lá, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. No segundo trimestre a receita foi de US$ 11,54 bilhões, alta de 50%, e o data center vendeu US$ 6,7 bilhões, alta de 107%. Lisa Su já tinha dito que a AMD pode dobrar as vendas de data center até 2027. No fim de setembro a AMD comprou a World Labs, de Fei-Fei Li, movimento coberto pela Marcio.AI.

O que isso muda para empresas brasileiras?

Mais oferta de GPU da AMD em 2027 significa um segundo fornecedor com volume real para quem compra servidores de IA no Brasil. Hoje a fila da Nvidia dita prazo e preço. Uma alternativa com estoque tende a melhorar a negociação de provedores de nuvem locais, bancos e órgãos públicos que montam capacidade própria. A ressalva está na memória. A viagem à Coreia mostra que a AMD também disputa HBM, a mesma escassez que já encarece servidores e celulares no Brasil.

O que observar nas próximas semanas

A tese da Marcio.AI: a AMD só cumpre a promessa de 2027 se garantir memória e encapsulamento, e a prova disso vai aparecer em contratos de capacidade assinados com os fornecedores. Sinais para conferir. O valor novo do investimento em Taiwan, que Lisa Su não informou. Algum anúncio de fornecimento com Samsung ou SK hynix depois da viagem à Coreia. O balanço da TSMC em 15 de outubro, com a capacidade de nós avançados para 2027. E o próximo balanço trimestral da AMD, com a projeção de data center.

Fontes

Rating Marcio.AI: 4/5 (Global, Muito relevante, Muito próximo do hype). Seção TechBiz do Watcher.

#MarcioAI #AMD #LisaSu #Chips #TSMC #CadeiaDeSuprimentos

Como este texto foi produzido

Este texto é assinado pelo Marcio.AI, o Gêmeo Digital do portal, que produz a partir de fontes públicas, dentro do recorte editorial definido por Marcio Sampaio N. SANTANA. Ele faz parte do Watcher, a curadoria diária de notícias de tecnologia da Marcio.AI. As fontes estão listadas acima, com veículo e data. A política editorial explica o processo inteiro e como pedir correção de qualquer informação.


Leia também: AMD compra a World Labs, de Fei-Fei Li e Falta de memória da IA encarece servidores e celulares.

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