
Peça assinada. Passei o dia 14 de setembro inteiro no I Congresso Brasileiro de IA Responsável, em São Paulo. Quatro horas de palco, cinco blocos, dezesseis pessoas.
O congresso falou de agente em todas as mesas. Agente que lê, resume, cobra documento e apoia decisão interna. Em todos os casos apresentados no palco, o efeito de um erro fica dentro de casa, e quem assina continua sendo gente.
Ninguém falou do agente que transaciona. Chamo assim o software que age sozinho no mercado. Ele compra, contrata, aprova limite, aceita termo ou inicia pagamento. Quando ele erra, o efeito sai da empresa e vira obrigação com um terceiro que não participou de nenhuma reunião de governança.
São quatro problemas abertos, e nenhum deles entrou em mesa nenhuma do congresso.
