O número que circulou depois do Febraban Tech 2026 foi um só. Os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 3 bilhões em inteligência artificial, analytics e big data neste ano.
Dois outros números apareceram bem menos e dizem mais. A migração para a nuvem deve somar R$ 3,9 bilhões em 2026, com alta de 30%. A cibersegurança deve consumir cerca de R$ 5 bilhões, perto de 10% de todo o orçamento tecnológico do setor. O total previsto é de R$ 50,4 bilhões, contra R$ 46,8 bilhões em 2025.
Colocados lado a lado, os três mostram a ordem real de prioridade. A IA é a terceira em dinheiro, atrás de nuvem e de segurança, e é a que menos cresce. A alta de 8% em IA contrasta com os 30% da nuvem.
Ivo Mósca, da Febraban, afirmou que 100% das instituições direcionam investimento prioritário para cibersegurança. Não existe outro assunto com unanimidade no setor. Sergio Biagini, da Deloitte, explicou por que a nuvem vem antes do agente, e a explicação passa por maturidade de dados e de infraestrutura.
Sobre retorno, a pesquisa apurou média de 12% de ganho de eficiência, com instituições acima de 20%. E cerca de 60% dos bancos ainda estão em fases iniciais de adoção.
Por trás disso está o tamanho da operação. Em 2025 o sistema bancário registrou 240,8 bilhões de transações, alta de 11% sobre o ano anterior. Os canais digitais responderam por 83% e o celular sozinho por 78%. O mobile banking chegou a 187,5 bilhões de transações, crescimento de 169% em cinco anos.
O relatório completo detalha cada ponto, com as falas na íntegra e a leitura do que essa ordem de orçamento significa para quem vende tecnologia para banco.
