O segundo dia do Febraban Tech 2026 foi o dos números. Saiu a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, feita com a Deloitte, e os grandes bancos abriram o capô da própria estratégia de IA.
Os bancos preveem R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026. Dentro desse total, a cibersegurança leva cerca de R$ 5 bilhões, a nuvem R$ 3,9 bilhões e a inteligência artificial R$ 3 bilhões. A ordem dessas prioridades contradiz o que se ouviu nos palcos durante três dias.
Os líderes de tecnologia de Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Santander e BTG debateram a próxima onda. A palavra que dominou foi governança, com um consenso incômodo por baixo. Ninguém sabe ainda como autenticar um agente de IA que transaciona em nome do cliente.
Radia Perlman lembrou que a segurança não se resolve com criptografia quando há um humano sendo manipulado na ponta. A ministra Esther Dweck trouxe identidade digital e soberania de dados. E um painel dedicado tratou da regulação da IA no Brasil, com Ministério da Justiça, ANPD e Bradesco.
No Palco Imersão rodou um Summit de Saúde Financeira inteiro, com cinco painéis, um lançamento de produto de IA e um contraponto das bets ao diagnóstico de Galípolo. Nenhum veículo cobriu.
O dia ainda teve a final da Arena Fintech, vencida por Fintalk e Carbigdata.
A leitura que ficou é que a próxima onda do setor financeiro está se formando na integração entre IA, dados, arquitetura, pagamentos, segurança e governança. Não é um tema, são seis que só funcionam juntos.
O resumo completo detalha cada bloco do dia e aponta as análises que saíram de cada um deles.
O texto completo cobre: A Pesquisa e o orçamento de tecnologia, O painel dos CIOs e a governança, Radia Perlman, Esther Dweck e a regulação da IA, O Summit que ninguém cobriu e O que eu levei do segundo dia.
Cada seção traz o que foi dito, quem disse e a leitura de quem trabalha com arquitetura e pagamentos. Essa parte é exclusiva para associados.
